As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã na tarde desta quarta-feira (15), visando instalações utilizadas pelo regime dos aiatolás para ameaçar embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz. Explosões foram registradas na região de Bandar Abbas, principal cidade portuária do sul do Irã, às margens do estreito e um dos pontos mais estratégicos do Oriente Médio. Autoridades iranianas confirmaram a ofensiva.
Trump afirma que Irã deseja acordo de paz
Enquanto os ataques aconteciam, o presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que o Irã “quer muito” chegar a um acordo de paz, acrescentando que caberá a Washington decidir se dará esse passo. “Eles querem chegar a um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem negociar. Vamos descobrir se chegaremos a um acordo com eles ou se simplesmente vamos acabar com isso”, afirmou Trump durante a inauguração de uma planta de produção de armas e equipamentos militares na Pensilvânia. Segundo o republicano, o orçamento da pasta da Defesa encaminhou US$ 10 bilhões (R$ 50,92 bilhões) para a construção da fábrica, que deve produzir navios, submarinos, caminhões, armas e equipamentos industriais.
Ataques anteriores e ameaças da Guarda Revolucionária
Durante a manhã, os EUA já haviam lançado uma onda de bombardeios contra a ilha iraniana de Grande Tunb, no Golfo Pérsico, entre 7h e 8h30 no horário de Brasília. A ofensiva matou sete militares iranianos em um quartel próximo à cidade de Iranshahr, no extremo sudeste do Irã. No começo da tarde, a Guarda Revolucionária do Irã ameaçou fechar outras rotas marítimas que beneficiem os EUA, como o estreito de Bab El-Mandeb, que liga o Golfo de Aden ao Mar Vermelho. “A exportação de petróleo e gás da região será ou para todos ou para ninguém”, afirmou a Guarda em comunicado. O Estreito de Ormuz continuará fechado, segundo o regime iraniano.
Impacto no comércio global
O Estreito de Ormuz é uma passagem vital para o comércio mundial, por onde transita cerca de 20% do petróleo global. O fechamento da rota representa uma grave ameaça à economia global, podendo elevar os preços dos combustíveis e desestabilizar mercados. A situação permanece tensa, com os EUA mantendo bloqueio naval contra portos e petróleo iranianos.



