Fóssil de árvore de 300 milhões de anos revela formação da Europa
Fóssil de árvore revela formação da Europa

Um tronco fóssil de 300 milhões de anos, descoberto na Alemanha, está fornecendo um raro arquivo geológico sobre a formação da Europa. Cientistas identificaram que as células mineralizadas da árvore registraram diferentes fases de soterramento, aquecimento e elevação das rochas ao longo da evolução do continente.

Descoberta na Alemanha revela cinco fases de mineralização

O fóssil, preservado em sedimentos, foi analisado com técnicas avançadas que permitiram distinguir cinco estágios distintos de mineralização. Cada fase corresponde a um evento geológico específico, como o soterramento por camadas de sedimento, o aquecimento devido à pressão e a elevação tectônica que trouxe as rochas à superfície.

Segundo os pesquisadores, a árvore fossilizada atuou como um 'arquivo' natural, capturando em suas células as condições ambientais e geológicas de cada período. "É como se a árvore tivesse registrado um diário da história da Terra", afirmou o principal autor do estudo, em comunicado à imprensa.

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Fósseis vegetais como ferramenta para estudos tectônicos

A descoberta amplia o uso de fósseis vegetais para estudar a evolução tectônica. Anteriormente, os cientistas dependiam principalmente de rochas e minerais para reconstruir a história geológica. Agora, troncos fossilizados podem oferecer informações detalhadas sobre processos como a formação de montanhas e a movimentação de placas.

O estudo, publicado em periódico científico, destaca que a árvore pertence a um período anterior à separação dos continentes, quando a Europa fazia parte do supercontinente Pangeia. As fases de mineralização identificadas coincidem com eventos de colisão continental e soerguimento da cadeia montanhosa dos Alpes, ocorridos há milhões de anos.

Impacto para a compreensão da história europeia

Os resultados ajudam a preencher lacunas no conhecimento sobre a evolução geológica da Europa. "Este fóssil é uma janela única para o passado", explicou o pesquisador. "Cada camada mineralizada conta uma parte da história de como a Europa se formou."

A pesquisa também pode ter implicações para a exploração de recursos naturais, já que os processos de soterramento e aquecimento estão associados à formação de depósitos de carvão e petróleo. Os cientistas esperam que a técnica utilizada possa ser aplicada a outros fósseis vegetais ao redor do mundo.

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