Um fóssil de gliptodonte, mamífero gigante semelhante a um tatu com 3,3 metros de comprimento e peso superior a uma tonelada, foi encontrado na Patagônia Argentina. O achado ocorreu no Vale do Covunco, província de Neuquén, e pertence ao período Pleistoceno, estimado entre 700 mil e um milhão de anos.
Descoberta rara desafia conhecimento geológico
Jorge Necul, morador local, encontrou os restos mortais do animal. A descoberta é considerada rara na região e força a revisão de mapas geológicos locais, segundo especialistas. O gliptodonte é um parente extinto dos tatus modernos, mas de proporções colossais.
"Este tipo de fóssil não é comum na Patagônia, e sua localização nos obriga a repensar a distribuição desses animais no passado", afirmou um pesquisador do Museu Olsacher, que planeja a extração do fóssil.
Desafios na extração do fóssil
A equipe do museu enfrenta condições climáticas adversas para realizar a escavação e remoção do material. O fóssil está parcialmente exposto, e os trabalhos devem ser conduzidos com cuidado para preservar a integridade dos ossos.
O gliptodonte viveu durante o Pleistoceno, época em que grandes mamíferos como megafauna dominavam a paisagem. Sua carapaça óssea e cauda com pontas ósseas o protegiam de predadores.
Importância científica do achado
O fóssil pode fornecer novas informações sobre a evolução e o comportamento dos gliptodontes, bem como sobre o clima e o ambiente da Patagônia durante o Pleistoceno. A descoberta também destaca a importância da colaboração entre moradores locais e cientistas para a preservação do patrimônio paleontológico.



