EUA atacam arredores de Teerã pela primeira vez desde fim da trégua
EUA atacam arredores de Teerã; primeira vez desde trégua

Os Estados Unidos realizaram ataques aéreos nos arredores de Teerã pela primeira vez desde que o presidente Donald Trump declarou o fim do cessar-fogo com o Irã, em uma escalada significativa do conflito entre os dois países. As explosões foram ouvidas na capital iraniana na madrugada desta quinta-feira, segundo relatos de moradores e agências de notícias locais.

Detalhes dos ataques

De acordo com o Exército iraniano, os mísseis atingiram alvos militares nas proximidades de Teerã, incluindo uma base da Força Aérea e um centro de pesquisa ligado ao programa de mísseis balísticos. Não há informações oficiais sobre vítimas até o momento, mas fontes locais relataram danos materiais significativos.

O ataque ocorre após Trump anunciar na segunda-feira o rompimento do acordo de cessar-fogo mediado pelo Catar, que havia sido estabelecido em abril para conter as hostilidades. A Casa Branca justificou a ação como uma resposta a “provocações contínuas” do Irã, incluindo o suposto apoio a grupos armados na região.

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Reações e impactos

O governo iraniano classificou os ataques como “uma violação flagrante do direito internacional” e prometeu vingança. “O regime americano pagará um preço alto por esta agressão”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Nasser Kanaani, em comunicado oficial.

Analistas apontam que a ação eleva o risco de um conflito generalizado no Oriente Médio. “Esta é a primeira vez que Teerã é atingida diretamente desde a Guerra Irã-Iraque nos anos 1980”, disse Ali Vaez, diretor do Iran Project no International Crisis Group. “A situação é extremamente volátil.”

Contexto regional

Os ataques coincidem com o aumento das tensões entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, na fronteira norte de Israel. Especialistas temem que o Irã possa retaliar por meio de seus aliados na região, como o Hezbollah e as milícias no Iraque e no Iêmen.

A ONU convocou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança para discutir a crise. O secretário-geral António Guterres pediu “moderação máxima” de todas as partes, alertando que “um erro de cálculo pode levar a consequências catastróficas”.

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