Espanha domina Argentina e vence a Copa de 2026 com futebol de posse
Espanha domina Argentina e conquista a Copa de 2026

A Espanha conquistou o bicampeonato mundial ao vencer a Argentina na final da Copa do Mundo de 2026, realizada em Nova Jérsei, Estados Unidos. A partida foi um exemplo perfeito de dois oponentes que compartilham a mesma ideia de jogo, mas a executam de forma diferente: a Espanha joga com posse em torno de uma ideia coletiva, enquanto a Argentina joga com posse em torno de um jogador, Lionel Messi.

Supremacia do tiki-taka espanhol

O que aconteceu nos Estados Unidos foi a supremacia do modo Espanha, ou tiki-taka, sobre o outro modelo de jogo, baseado em intensidade e verticalidade. A Espanha dominou a posse de bola e neutralizou os principais craques adversários. Na semifinal, Mbappé recebeu poucas bolas e as que chegaram foram divididas com Cubarsí, que venceu todos os duelos. Na final, Messi simplesmente só recebeu duas bolas na prorrogação, quando seu time já perdia.

O modelo espanhol não é imitável rapidamente. Ele foi plantado em 1992 no Barcelona por Johan Cruyff, que deu continuidade à ideia de Rinus Michels com a Holanda: um time sem posição fixa, com jogadores inteligentes e versáteis. A partir dessa semente, o Barcelona formou em La Masia gênios como Messi, Xavi, Xabi Alonso e Iniesta, e o estilo catalão tornou-se o estilo da seleção espanhola.

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Ironia do futebol: estilo catalão vira identidade espanhola

Uma ironia do futebol é que a proposta de jogo que deu à Espanha três Euros e duas Copas do Mundo vem de uma região que sonha em se separar do país. O Barcelona deu a maioria dos representantes máximos do jogo campeão, enquanto o Real Madrid, que monta milionárias seleções do planeta, não tinha nenhum jogador no grupo campeão em 2026 (Cucurella foi negociado mas ainda não se apresentou).

O futebol de controle foi incontestável sobre o jogo de trocação, porque o campeão mundial joga assim e o vice também. Mas não é o único jeito, e talvez não seja o melhor. O autor torce para que em 2030 o Brasil, que hoje está num limbo entre os dois modelos, escolha um e trabalhe muito nele com Carlo Ancelotti, que tem flexibilidade para se adaptar ao material disponível.

Seleção da Copa e craque do torneio

O jornalista também apresentou sua seleção pessoal da Copa do Mundo de 2026: Unai Simon; Pedro Porro, Upamecano, Cubarsí e Cucurella; Rodri, Bellingham e Messi; Dembelé, Haaland e Mbappé. Técnico: Luiz de La Fuente. O craque da Copa foi Messi, em uma escolha difícil empatada com Rodri, mas a idade e a relevância histórica pesaram a favor de La Pulga.

Parabéns ao povo espanhol, ao excelente Luiz de La Fuente, sua comissão técnica e seus jogadores. O mundo da bola é merecidamente de vocês.

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