Engenheiro condenado nos EUA por repassar tecnologia de drones ao Irã
Engenheiro condenado nos EUA por tecnologia de drones ao Irã

Um engenheiro iraniano-americano foi condenado a 51 meses de prisão nos Estados Unidos por conspirar para transferir tecnologia de drones dos EUA ao Irã, em violação das sanções econômicas impostas ao país persa. A sentença foi proferida pelo Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Columbia, em Washington.

Detalhes da conspiração

De acordo com documentos judiciais, o engenheiro, identificado como Reza Olfati, de 42 anos, natural do Irã e residente nos EUA, conspirou com outros indivíduos para adquirir componentes e tecnologia de drones fabricados nos EUA e exportá-los ilegalmente ao Irã. A trama ocorreu entre 2013 e 2016.

Olfati, que trabalhava como engenheiro de software, usou sua posição para obter informações técnicas sobre sistemas de drones, incluindo o modelo RQ-170, utilizado pela Força Aérea dos EUA. Ele também tentou recrutar outros engenheiros para participar do esquema.

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Impacto das sanções

As sanções dos EUA proíbem a exportação de tecnologia militar e de dupla utilização ao Irã, visando impedir o desenvolvimento de programas de armas. A transferência ilegal de tecnologia de drones pode fortalecer as capacidades militares iranianas, representando uma ameaça à segurança nacional dos EUA e de seus aliados.

O procurador-geral adjunto John Demers afirmou: “Olfati traiu a confiança dos Estados Unidos ao usar suas habilidades de engenharia para ajudar o Irã a contornar sanções e obter tecnologia de drones de ponta. Esta sentença envia uma mensagem clara de que aqueles que tentam transferir ilegalmente tecnologia sensível enfrentarão graves consequências.”

Cooperação internacional

O caso envolveu cooperação entre o FBI, o Departamento de Comércio dos EUA e autoridades estrangeiras. Olfati foi preso em 2017 e se declarou culpado em 2019. Além da pena de prisão, ele foi condenado a pagar uma multa de US$ 50 mil e ficará sob supervisão por três anos após a libertação.

Olfati é o segundo condenado neste caso; outro cúmplice, um cidadão iraniano, continua foragido.

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