Um sonho cultivado por duas décadas tornou-se realidade para o dentista Ubiratan Sevilha, de Presidente Prudente (SP). Entre os dias 6 e 26 de maio, ele viajou ao Nepal e à China para avistar sete dos 14 picos mais altos do mundo, incluindo o icônico Monte Everest. A expedição envolveu 18 horas de voo e oito dias de trilha na cordilheira do Himalaia.
Da capital nepalesa ao campo base do Everest
Ubiratan iniciou a jornada em 7 de maio, partindo de Katmandu, capital do Nepal, com um voo para Lukla, cidade que abriga o que ele descreve como o aeroporto mais perigoso do planeta. Após o desembarque, seguiu com uma caminhada leve até o vilarejo de Phakding, a 2.610 metros de altitude. Nos nove dias seguintes, percorreu trilhas e realizou paradas de repouso no lado sul do Everest.
Entre os pontos visitados, destacam-se o Mosteiro de Tengboche, paisagens glaciais e memoriais de montanhistas, com altitudes entre 3.440 e 4.910 metros. "Dia 8 foi o trecho mais cansativo, com a chegada ao Everest Base Camp e altitude de 5.364 metros. No nono dia, tive a melhor vista do Everest, com cerca de 5.545 metros de altitude", relembra Ubiratan. O retorno ao ponto de partida foi gradual, passando por três vilarejos até o voo de Lukla de volta a Katmandu.
Do lado sul ao lado norte: uma visão completa do Everest
Após explorar o lado sul, Ubiratan seguiu para o Tibete, na China, para continuar a expedição. "No Nepal, o campo base é alcançado principalmente por trekking de vários dias. No Tibete, boa parte do trajeto fiz por estrada de ônibus; as caminhadas foram curtas", explica. A vista do Everest pelo lado norte é mais aberta e ampla, segundo ele. "A altitude continuava extrema: a região do campo base fica acima de 5 mil metros. Isso é uma experiência rara: ver os dois lados da montanha."
O dentista descreve a paisagem como impactante: "A paisagem incrível do Himalaia, que é uma planície de 4 mil a 5 mil metros, com fundos das montanhas mais altas do planeta. Essa paisagem é impactante, lindíssima. Essa [viagem] do Everest foi a melhor das experiências das dezenas que fiz", afirma.
Preparo físico e outras aventuras
O preparo para a expedição durou seis meses, com acompanhamento de fisioterapeuta, nutricionista, médico e personal trainer. Ubiratan é um aventureiro experiente: já pedalou de Londres a Paris em quatro dias, completou uma ultramaratona na Patagônia Chilena em 2017, e participou de maratonas em Jerusalém, Amsterdã e Rio de Janeiro. Também fez montanhismo a 6 mil metros na Huayna Potosi, na Bolívia. "A lista é grande, e guardo fotos. Gosto de esportes de aventura: correr, pedalar e escalar. E ainda faltam muitas [viagens], como a trilha Salkantay, no Peru, Ushuaia [na Patagônia Argentina] e etc.", completa.



