O Ministério Público de Portugal arquivou o inquérito sobre a caçada que resultou na morte de 540 veados e javalis na Herdade da Torre Bela, em Azambuja, em 2020. A decisão foi tomada por falta de indícios de crime ambiental e pela impossibilidade de identificar os autores dos disparos.
Investigação sem resultados conclusivos
As autoridades não conseguiram ouvir o principal organizador do evento, Mariano Morales, que reside na Espanha. Embora tenham sido apreendidos documentos e efetuada uma prisão por posse ilegal de munições, não houve provas suficientes para formalizar acusações contra os envolvidos.
Segundo o despacho de arquivamento, não foi possível determinar a autoria dos disparos nem comprovar a ocorrência de danos ambientais significativos. A caçada, ocorrida em novembro de 2020, gerou grande repercussão e protestos de associações de defesa dos animais.
Reações e consequências
Organizações ambientalistas criticaram a decisão, afirmando que ela enfraquece a proteção da fauna em Portugal. Em nota, a associação Animal Save Portugal declarou que “o arquivamento é um retrocesso na luta contra a caça ilegal e o sofrimento animal”.
O caso levou a uma revisão das leis de caça no país, com propostas de endurecimento das penalidades para abates em massa. No entanto, até o momento, nenhuma mudança legislativa foi aprovada.



