O brasileiro Gustavo Maciel foi condenado a 20 anos de prisão pelo assassinato de sua ex-mulher, Iranilcy Oliveira, em Portugal. Além da pena, ele recebeu ordem de expulsão do país europeu. O crime ocorreu em junho de 2025, na barbearia que o casal administrava em Setúbal. Maciel, conhecido como barbeiro de jogadores de futebol, confessou ter esfaqueado Iranilcy após uma discussão sobre seu novo relacionamento. A sentença foi proferida pelo tribunal português, que também o absolveu da acusação de violência doméstica por falta de antecedentes criminais.
Detalhes do Crime
De acordo com as investigações, Gustavo Maciel e Iranilcy Oliveira estavam separados há algum tempo, mas continuavam trabalhando juntos na barbearia. No dia do crime, uma discussão sobre o novo relacionamento de Maciel teria escalado para violência fatal. Maciel utilizou uma faca para atacar a ex-mulher, que não resistiu aos ferimentos. A polícia foi acionada e prendeu o suspeito ainda no local. Durante o julgamento, Maciel demonstrou arrependimento e alegou que não havia premeditado o assassinato.
Perfil do Condenado
Gustavo Maciel ganhou notoriedade por atender jogadores de futebol em sua barbearia em Setúbal. Ele era conhecido na comunidade esportiva local e mantinha um perfil discreto nas redes sociais. Amigos e clientes descreveram o barbeiro como uma pessoa tranquila e profissional, o que tornou o crime ainda mais chocante para aqueles que o conheciam. A defesa de Maciel argumentou que ele agiu sob forte emoção e sem intenção de matar, mas o tribunal considerou a gravidade do ato e a confissão do réu ao determinar a pena.
Repercussão e Consequências
O caso gerou ampla repercussão na mídia portuguesa e brasileira, especialmente por envolver um profissional que atendia atletas famosos. A comunidade brasileira em Portugal manifestou consternação, e entidades de apoio às vítimas de violência doméstica reforçaram a necessidade de combater a violência contra a mulher. A expulsão de Maciel do país após o cumprimento da pena significa que ele será deportado para o Brasil, onde poderá cumprir o restante da sentença ou responder a novas ações legais, dependendo dos acordos de cooperação judiciária entre os dois países.



