O Brasil reafirmou sua potência paradesportiva ao vencer os Jogos Parasul-Americanos de Valledupar, na Colômbia, encerrados nesta quarta-feira (15/7). A delegação brasileira conquistou 248 medalhas no total: 112 de ouro, 113 de prata e 23 de bronze. A competição, em sua segunda edição, reuniu 580 atletas de oito países em 13 modalidades. Na primeira edição, em 2014, em Santiago, no Chile, o Brasil ficou em segundo lugar, com 104 pódios.
Delegação e destaques
A delegação brasileira contou com 237 atletas, além de quatro atletas-guia (atletismo), quatro pilotos (ciclismo), dois calheiros (bocha) e dois goleiros (futebol de cegos). O principal destaque foi a natação, que rendeu 81 medalhas (35 ouros, 28 pratas e 18 bronzes). A nadadora Ana Karolina Soares, da classe S14 (deficiência intelectual), foi a atleta que mais vezes subiu ao lugar mais alto do pódio, com cinco medalhas de ouro.
“Os resultados foram excelentes”, declarou Jonas Freire, diretor de Alto Rendimento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). “Trouxemos uma equipe parte experiente e muitos jovens atletas, foi muito importante. Essa competição é classificatória para o Parapan e faz parte do ciclo para os Jogos Paralímpicos. Algumas modalidades teriam vaga direta, como o futebol de cegos, que ganhou a competição e já está no Parapan, que vai dar vaga para Los Angeles 2028. Tivemos resultados expressivos, com atletas consagrados fazendo grandes marcas, um grande número de atletas em modalidades em que crescemos internacionalmente. Tivemos muitos atletas no tiro com arco, no badminton, que tem crescido bastante. Estamos bem felizes com o resultado. Foi um grande desafio.”
Este foi o primeiro grande evento paralímpico multiesportivo adulto com a participação do Brasil desde a campanha histórica nos Jogos de Paris 2024.
Medalhas por modalidade
Atletismo: O Brasil conquistou 26 ouros, 16 pratas e 14 bronzes. Destaques para Alan Fonteles (100m T62, 11s53), Aline Rocha (400m e 800m T54), Izabela Campos (lançamento de disco e arremesso de peso F11) e Lorraine Aguiar (100m e 400m T12).
Badminton: Foram 7 ouros, 3 pratas e 3 bronzes. Ana Carolina Reis (SL4), Arthur Terencio (WH1) e David Sousa (SU5) foram alguns dos campeões.
Basquete em cadeira de rodas: A equipe feminina conquistou o ouro ao vencer a Argentina por 61 a 49 na final. A equipe masculina ficou com o bronze, vencendo a Venezuela por 69 a 46.
Bocha: Ouro com Clarice Sobreira (Individual BC2), além de pratas e bronzes em outras categorias.
Ciclismo: Oito ouros, seis pratas e nenhum bronze. Eduardo Pimenta (contrarrelógio H3), Lauro Chaman (contrarrelógio e estrada C4/C5) e Viviane Soares (contrarrelógio e estrada classes B) se destacaram.
Goalball: As equipes masculina e feminina conquistaram o ouro. A masculina venceu a Argentina por 8 a 6, e a feminina venceu o Peru por 5 a 4.
Halterofilismo: Foram 11 ouros, 10 pratas e 3 bronzes. Gustavo Souza (acima de 107 kg) levantou 251 kg, e Tayana Medeiros (mais de 86 kg) levantou 148 kg.
Natação: 35 ouros, 28 pratas e 18 bronzes. Além de Ana Karolina Soares, Arthur Xavier (100m borboleta e costas S14) e Douglas Matera (100m borboleta, costas, livre e 50m livre S12) foram destaques.
Tênis de mesa: Seis ouros, cinco pratas e seis bronzes. Carlos Eduardo de Moraes (classes 4 e 5), Fábio Silva (classe 3) e Jennyfer Parinos (classes 9 e 10) venceram em suas categorias.
Tênis em cadeira de rodas: Ouro nas duplas femininas (Vitória Miranda e Meirycoll da Silva), prata em simples feminino (Vitória Miranda) e duplas masculinas, bronze em simples feminino e masculino.
Tiro com arco: Sete ouros, três pratas e dois bronzes. Gustavo Araújo (VI 30m misto), Eugênio Franco (W1 50m masculino) e Jane Karla (Open Composto feminino) foram campeões.
Vôlei sentado: As equipes feminina e masculina conquistaram o ouro. A feminina venceu o Peru por 3 sets a 0, e a masculina venceu a Colômbia por 3 sets a 0.



