Suspensão de rotas e aumento de tarifas
As principais armadoras de contêineres do mundo anunciaram a suspensão de rotas no Mar Vermelho e o aumento das tarifas de frete em até 300%, devido aos ataques de grupos houthis do Iêmen a navios comerciais. A decisão afeta diretamente o comércio global, especialmente as rotas entre Ásia e Europa, que tradicionalmente passam pelo Canal de Suez.
Impacto nos custos logísticos
De acordo com a consultoria Drewry, o índice global de fretes de contêineres subiu 15% na última semana, com a rota Xangai-Roterdã registrando alta de 20%. "O aumento é sem precedentes desde a pandemia", afirmou o analista Philip Damas, da Drewry. As armadoras estão redirecionando navios pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, o que adiciona cerca de 10 dias ao tempo de viagem e eleva os custos operacionais.
Reação das autoridades
O governo brasileiro, por meio do Ministério da Economia, monitora a situação e avalia medidas para mitigar o impacto nas exportações. "Estamos em contato com as armadoras e buscando alternativas para garantir o fluxo de comércio", disse o secretário de Comércio Exterior, Roberto Fendt. A suspensão das rotas já afeta setores como o agronegócio e a indústria automotiva, que dependem de insumos importados.
Perspectivas futuras
Especialistas preveem que a crise logística deve se prolongar por pelo menos mais três meses, enquanto não houver solução para os ataques. "As empresas precisam se preparar para custos mais altos e prazos mais longos", alertou o consultor logístico Paulo Roberto, da ILOS. Enquanto isso, as armadoras continuam a ajustar suas operações, com algumas já anunciando sobretaxas de emergência para cargas com destino ao Oriente Médio e Europa.



