Aranha 'ballista' usa catapulta de seda para capturar formigas na Austrália
Aranha 'ballista' usa catapulta de seda para capturar formigas

Uma nova espécie de aranha, apelidada de 'ballista' em referência à antiga arma de cerco, foi descoberta nas florestas tropicais do norte da Austrália. O aracnídeo constrói uma armadilha de seda em forma de catapulta que lança a formiga-tecelã-verde com uma força equivalente a 15 vezes as forças G enfrentadas por pilotos de caça. O mecanismo é tão específico que visa capturar apenas uma única espécie de formiga, reduzindo significativamente o risco de combate direto para a aranha.

Descoberta e nomeação

Pesquisadores da Universidade Macquarie, em Sydney, identificaram a nova espécie durante expedições na região de Queensland. O estudo, publicado no periódico Journal of Arachnology, descreve o comportamento único de caça. 'É a primeira vez que observamos uma aranha usando um sistema de catapulta para capturar presas', afirmou a líder do estudo, Dra. Helena Smith. 'A precisão e a força são impressionantes.'

Mecanismo da armadilha

A aranha tece um fio de seda tensionado, preso a uma folha ou galho. Quando a formiga-tecelã-verde toca a armadilha, o fio é liberado, lançando a presa no ar. A aceleração atinge picos de 150 metros por segundo ao quadrado, cerca de 15 vezes a aceleração da gravidade. Para comparação, pilotos de caça suportam até 9 Gs em manobras extremas. A formiga, desorientada, fica vulnerável ao ataque da aranha.

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Especialização e evolução

A aranha 'ballista' caça exclusivamente a formiga-tecelã-verde (Oecophylla smaragdina), conhecida por suas mandíbulas poderosas e comportamento agressivo. 'Ao evitar o contato direto, a aranha minimiza o risco de ferimentos', explicou o coautor Dr. James Wong. 'É um exemplo notável de adaptação evolutiva.' A especialização pode ter surgido em resposta à competição com outras aranhas e predadores na densa floresta tropical.

Impacto e próximos passos

A descoberta abre novas perguntas sobre a diversidade de estratégias de caça entre aranhas. Os pesquisadores planejam estudar a genética da espécie e a composição da seda para entender melhor o mecanismo. 'Queremos ver se há outras espécies com comportamentos semelhantes', disse a Dra. Smith. A equipe também investiga o potencial biomimético para aplicações em engenharia, como sistemas de lançamento suaves.

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