Jessie Figueira, venezuelana de 39 anos, recebeu no celular um alerta de terremoto do Google cerca de 30 segundos antes de sentir o tremor. Inicialmente, ela pensou tratar-se de um vírus ou de uma notícia falsa, mas o alerta se confirmou. “Senti que o prédio ia se partir em dois. Foi um balanço muito forte, muito prolongado, parecia que tudo ia desabar”, disse em entrevista ao g1.
Proteção e reação durante o tremor
Ao sentir o terremoto, Jessie correu para debaixo do batente de uma porta para se proteger. Ela afirma que nunca tinha visto nada do tipo e não acreditava que um tremor tão forte pudesse atingir seu país. Até a última atualização oficial, o maior abalo sísmico do país em mais de cem anos já havia deixado ao menos 180 mortos e 24 mil pessoas desaparecidas.
Réplicas e estado de tensão
Segundo Jessie, ainda é possível sentir tremores menores, chamados de réplicas, o que tem deixado toda a população em estado de tensão permanente. Equipes de emergência atuam em Caracas, onde prédios foram derrubados pelos terremotos históricos, conforme foto da Reuters de 25 de junho de 2026.
Localização e infraestrutura afetada
Jessie mora em San Antonio de los Altos, no município de Los Salias, estado de Miranda, na região metropolitana de Caracas, a cerca de 20 km da capital. A área ficou mais de 8 horas sem energia elétrica, e a conexão com internet, rádio e televisão ainda não foi totalmente restabelecida.
O prédio onde ela mora apresenta pequenas rachaduras nas paredes e no teto, sem sinais de colapso iminente. No entanto, muitos conhecidos não tiveram a mesma sorte. “Estamos vendo notícias com muita tristeza. Pessoas conhecidas estão desaparecidas ou morreram”, disse. Autoridades venezuelanas informaram que ao menos 250 edifícios foram destruídos ou danificados pelo terremoto.



