O governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, e um grupo de opositores darão início, em agosto, a um plano de trabalho para o "fortalecimento da democracia" no país, anunciou nesta terça-feira (14) o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, ao retomar a agenda política após o duplo terremoto que devastou o país em 24 de junho.
Antecedentes do plano
Poucos dias antes dos terremotos, a opositora Dinorah Figuera viajou a Caracas com respaldo de Washington para impulsionar uma agenda de transição democrática após a queda de Nicolás Maduro, ocorrida em uma operação militar americana em janeiro. Figuera reuniu-se com Jorge Rodríguez e depois com líderes opositores em uma visita relâmpago, antes de voar aos Estados Unidos para outros encontros.
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"Para efeitos do fortalecimento da democracia, anunciamos o início de um plano de trabalho conjunto com ex-membros da Assembleia Nacional de 2015-2020 a partir do próximo primeiro de agosto", escreveu Rodríguez em comunicado divulgado pelo Telegram. "Somente unidos poderemos avançar na reconstrução e na manutenção da paz", acrescentou o chefe do Parlamento.
A própria Figuera escreveu na rede X que assume "o compromisso e a vontade política de impulsionar um roteiro técnico e político bilateral (...) que permita abordar os temas fundamentais para consolidar o caminho rumo à recuperação da democracia na Venezuela". Figuera preside uma comissão parlamentar simbólica que representa o Parlamento do período 2015-2020, controlado pela oposição e reconhecido como legítimo por Washington.
Contexto político
Ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez governa a Venezuela sob fortes pressões de Washington, que afirma estar à frente do país petroleiro. O plano conjunto surge como um esforço para unificar as forças políticas em meio à crise humanitária e econômica agravada pelos terremotos.



