Suspeito de balear tenente da Rota usava documento falso para esconder passagem criminal
Suspeito de balear tenente da Rota usava documento falso

Uma câmera de segurança flagrou o momento em que o tenente da Rota Ronickson Pimentel foi baleado em São Caetano do Sul, no ABC Paulista. O suspeito apontado como “Galego”, morto durante um confronto com a Rota em Peruíbe, no litoral de São Paulo, falsificou documentos para ocultar a sua ficha criminal. Ele é investigado por ter ligação com Hércules Siqueira, procurado por balear o PM da Rota Ronickson Pimentel, irmão de Eloá Pimentel.

Documento falso e identidade oculta

Galego foi identificado inicialmente como Elenilson Misael da Silva, de 47 anos, sem registros de antecedentes. O nome real do suspeito, porém, seria Elenilson Francisco da Silva, com passagens criminais em Pernambuco (PE) e São Paulo (SP). No documento falso, Galego manteve a data e a cidade de nascimento, mas a filiação e os números dos registros foram alterados. No registro como Elenilson Francisco, o suspeito aparece com a ocupação de servente e morador de Peruíbe. No registro como Elenilson Misael, não foi atribuída nenhuma ocupação ao suspeito. Com essas mudanças e o nome falso, quem fizesse uma pesquisa sobre ele nos órgãos oficiais, não saberia do seu passado criminoso.

Ligação com Hércules Siqueira e tentativa de roubo a banco

No estado de São Paulo, Elenilson foi acusado junto com Hércules e outras sete pessoas de uma tentativa de roubo a banco em São Caetano do Sul. Eles foram encontrados com um colete balístico da empresa Protege, o que também gerou uma denúncia do Ministério Público (MP) por receptação. A Justiça, porém, concluiu que não havia provas suficientes para condená-los pelos crimes após a fase de investigação.

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Investigação e recompensa

A investigação da Polícia Civil confirmou o vínculo entre “Galego” e Hércules da Costa Siqueira. Conhecido pelos apelidos de Golias, Chavinho e Peruca, ele foi incluído na lista de difusão vermelha da Polícia Internacional (Interpol) e pode ser preso em qualquer país. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à localização e à captura dele.

Morte de Galego e mudança na investigação

'Galego' foi o terceiro suspeito do crime a ser morto pela polícia. Inicialmente, a SSP havia informado que não existiam indícios do envolvimento dele no atentado. No entanto, o avanço da apuração mudou o rumo do caso e confirmou a ligação direta entre ele e Hércules Siqueira. A morte ocorreu no dia 2 de julho. Na ocasião, os policiais receberam uma denúncia anônima que apontava 'Galego' como suposto integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e relatava o seu envolvimento no atentado contra o tenente.

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