O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova rodada de tarifas contra dezenas de países, intensificando as tensões comerciais globais. A medida, revelada em um discurso em Washington, impõe taxas de importação que variam de 10% a 25% sobre uma ampla gama de produtos, incluindo aço, alumínio, automóveis e produtos agrícolas.
Detalhes das novas tarifas
As tarifas entram em vigor em 1º de setembro de 2026 e afetarão países como China, Alemanha, Japão, México e Canadá. Segundo a Casa Branca, a medida visa proteger a indústria americana e reduzir o déficit comercial, que atingiu US$ 1,2 trilhão em 2025. Trump afirmou: "Estamos colocando a América em primeiro lugar. Essas tarifas vão trazer empregos de volta e fortalecer nossa economia."
Impacto econômico
Economistas alertam que as tarifas podem gerar inflação e desacelerar o crescimento global. O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a medida pode reduzir o PIB mundial em 0,5% nos próximos dois anos. A União Europeia já anunciou que retaliará com tarifas sobre produtos americanos, como bourbon, motocicletas e suco de laranja. O Ministério da Economia do Brasil afirmou que está avaliando os impactos e que buscará negociações para evitar prejuízos às exportações nacionais.
Reações internacionais
Líderes mundiais criticaram a decisão. O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, classificou as tarifas como "inaceitáveis" e prometeu medidas recíprocas. O presidente chinês, Xi Jinping, pediu diálogo, mas alertou que a China tomará "contramedidas necessárias". Organizações como a OMC expressaram preocupação com o aumento do protecionismo. O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou que o Brasil buscará diversificar seus parceiros comerciais para reduzir a dependência dos EUA.



