O presidente eleito da Colômbia, Abelardo De la Espriella, anunciou que sua posse será realizada em uma base militar no sul do país, contrariando diretamente a ordem do atual presidente Gustavo Petro, que havia proibido o uso de instalações militares para a cerimônia. De la Espriella solicitou ao novo Congresso autorização para o evento, destacando seu apoio às Forças Armadas.
Decisão gera controvérsia política e logística
A escolha do local para a posse gerou controvérsia, especialmente devido às questões legais e logísticas envolvidas. A base militar escolhida fica em uma região remota do sul do país, o que pode dificultar o acesso de autoridades internacionais e da imprensa. Além disso, a medida é vista como um gesto de confronto direto ao governo de Petro, que busca reduzir a influência militar em assuntos civis.
De la Espriella, que venceu as eleições com uma plataforma conservadora e de apoio às Forças Armadas, afirmou que a posse em uma base militar simboliza seu compromisso com a segurança nacional. “Quero que minha posse represente a união entre o povo e os militares, que são fundamentais para a paz e a ordem no país”, declarou o presidente eleito.
Reações do governo atual e do Congresso
O governo de Gustavo Petro criticou a decisão, classificando-a como “desrespeitosa” e “inconstitucional”. Em nota oficial, o Ministério da Defesa afirmou que as instalações militares são destinadas exclusivamente a fins operacionais e não podem ser usadas para eventos políticos. Já o novo Congresso, que tomará posse antes do presidente, deve analisar o pedido de autorização, o que pode gerar novos embates entre os poderes.
Especialistas jurídicos apontam que a Constituição colombiana não proíbe explicitamente a posse em bases militares, mas a tradição é que a cerimônia ocorra no Palácio Presidencial ou no Congresso. A decisão de De la Espriella pode estabelecer um precedente e aprofundar a polarização política no país.



