A eleição presidencial no Peru permanece em aberto, com 97% das urnas apuradas e uma vantagem de apenas 27 mil votos para o candidato de esquerda Roberto Sánchez sobre a adversária Keiko Fujimori. A diferença representa menos de 0,1% dos votos válidos, o que torna o resultado incerto e sujeito a verificações detalhadas. O processo de apuração final pode se estender até julho, quando todas as atas serão analisadas e os recursos julgados.
Votos rurais favorecem Sánchez
Os votos das áreas rurais, onde Sánchez tem maior apoio, já foram majoritariamente computados. No entanto, as atas de algumas regiões remotas ainda precisam passar por auditoria. Por outro lado, os votos dos peruanos residentes no exterior, que tendem a favorecer Keiko Fujimori, ainda não foram totalmente integrados ao resultado parcial. Essa diferença geográfica pode ser decisiva para o desfecho da disputa.
Processo de verificação de atas
De acordo com o órgão eleitoral peruano, cerca de 1.500 atas estão sendo submetidas a processos de verificação devido a inconsistências ou impugnações. Essas atas podem alterar a margem atual, que é extremamente estreita. Autoridades eleitorais pedem calma à população e garantem que todos os votos serão contados de forma transparente. O candidato Sánchez já declarou confiança na vitória, enquanto Keiko Fujimori afirma que aguardará o resultado final para tomar decisões.
- Vantagem atual: 27 mil votos para Sánchez (menos de 0,1% dos votos válidos).
- Atas pendentes: 1.500 registros em verificação.
- Previsão do resultado: Julho de 2026, após conclusão de todos os recursos.
A comunidade internacional acompanha o pleito com atenção. O governo peruano reitera que o processo eleitoral é seguro e que não há indícios de fraudes. A expectativa é que, após a contagem final, o país tenha um novo presidente definido ainda no mês de julho.



