O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) mantém ampla liderança na corrida ao governo fluminense, com 38% a 42% das intenções de voto nos três cenários estimulados da pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira. Essa é a primeira sondagem do instituto após a oficialização das candidaturas. Os adversários mais próximos, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) e o presidente da Assembleia Legislativa, Douglas Ruas (PL), aparecem empatados com 10% cada. No cenário sem Garotinho, Ruas sobe para 11%.
Garotinho retorna à disputa após decisão do STF
O retorno de Garotinho ao pleito foi viabilizado por uma liminar do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu os efeitos de sua condenação na Operação Chequinho e afastou provisoriamente sua inelegibilidade. O ex-governador teve a candidatura oficializada no sábado, durante a convenção estadual do Republicanos.
Na pesquisa espontânea, Paes é citado por 9% dos eleitores; Ruas, por 3%; e Garotinho, por 1%. O percentual de indecisos chega a 84%. Apesar da folga de Paes, 55% dos entrevistados afirmam que ainda podem mudar o voto, enquanto 43% dizem que a escolha já é definitiva — ante 39% em abril.
Segundo turno cenários
Se a eleição ocorresse hoje, Paes venceria Garotinho no segundo turno com 48% contra 18%, com 23% de brancos/nulos e 11% de indecisos. Contra Ruas, a vantagem seria ainda maior: 52% a 16%, com 20% de brancos/nulos e 12% de indecisos.
Rejeição e conhecimento
Garotinho é o candidato mais rejeitado: 65% dos eleitores dizem conhecê-lo e não votariam nele. Em seguida, o ex-governador Wilson Witzel (51%), Paes (40%) e Ruas (17%). Ruas é o menos conhecido: 71% não sabem quem ele é. Já Paes é o mais conhecido: apenas 12% não o conhecem, e 48% dizem conhecê-lo e votariam nele.
Paes domina todos os segmentos
No cenário completo, Paes tem 37% entre mulheres e 39% entre homens. Garotinho soma 10% em ambos os gêneros; Ruas vai melhor entre homens (12% contra 7% entre mulheres). Na faixa etária, Paes lidera com 42% entre jovens (18 a 34 anos) e 41% entre idosos (60+). Entre eleitores com ensino médio ou superior, a dianteira supera 30 pontos. Na renda, Paes alcança 40% entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos.
Por religião, Paes tem 45% dos católicos, 35 pontos à frente de Ruas (10%) e Garotinho (8%). Entre evangélicos, Paes soma 31%, seguido por Garotinho (13%) e Ruas (9%). Entre eleitores independentes, 39% preferem Paes, contra 8% de Ruas e 5% de Garotinho.
Disputa à direita
Paes lidera numericamente entre eleitores de esquerda e alinhados a Lula. Na direita não bolsonarista, Paes tem 30% contra 22% de Ruas (empate técnico). Entre bolsonaristas, Ruas lidera com 24%, seguido por Paes (20%) e Garotinho (13%) — também empate técnico triplo, considerando margem de 7 pontos.
Metodologia
O levantamento ouviu 1.200 eleitores do Rio de Janeiro entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. Os números de registro são BR-07670/2026 e RJ-02671/2026.
Crise política e vácuo de poder
O cenário eleitoral é marcado pela renúncia do governador Cláudio Castro em março, na véspera de condenação pelo TSE por abuso de poder, tornando-o inelegível até 2030. Em maio, o vice Thiago Pampolha renunciou para assumir vaga no TCE-RJ. O presidente afastado da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi condenado. O STF suspendeu a linha sucessória, mantendo o presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, como governador interino. Ruas tentou assumir, mas foi barrado. Além disso, Rogério Lisboa (PP) desistiu de ser vice de Ruas, enfraquecendo a coligação.
Presidencial no Rio: Flávio e Lula empatados
Na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) tem 32% contra 30% de Lula (PT), empate técnico. Caiado (PSD) soma 3%; Renan Santos (Missão) e Zema (Novo), 2% cada. No segundo turno, Flávio vence Lula por 38% a 35%. A rejeição de Lula é de 62%; a de Flávio, 54%. O governo Lula é desaprovado por 57% (ante 56% em abril) e aprovado por 37%. Para 64%, Lula não merece mais quatro anos.



