O governo do México apresentou 20 denúncias criminais nos Estados Unidos por mortes de migrantes mexicanos ocorridas sob custódia ou durante operações do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) desde o retorno do presidente Donald Trump à Casa Branca. A informação foi divulgada pela presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, que já havia antecipado a medida.
Detalhes das denúncias e mortes registradas
De acordo com o governo mexicano, 17 cidadãos mexicanos morreram em circunstâncias relacionadas a ações do ICE. As denúncias foram protocoladas em estados como Arizona e Texas, onde ocorreram a maioria dos incidentes. O embaixador do México nos EUA, Esteban Moctezuma, solicitou esclarecimentos oficiais ao Departamento de Segurança Interna (DHS) e ao ICE, expressando preocupação com as condições dos centros de detenção e o tratamento dado aos migrantes.
Reação do governo mexicano e contexto político
A presidente Sheinbaum afirmou que as denúncias fazem parte de uma estratégia para garantir justiça e proteção aos direitos dos migrantes mexicanos. "Nosso governo não permitirá que a vida de nenhum mexicano seja tratada com descaso. Vamos até as últimas consequências para que os responsáveis sejam punidos", declarou. As ações ocorrem em meio ao aumento das medidas restritivas de imigração adotadas pela administração Trump, que incluem operações mais frequentes do ICE e endurecimento das políticas de detenção.
Impacto diplomático e próximos passos
As denúncias criminais podem gerar tensão diplomática entre os dois países, que mantêm uma relação complexa em temas migratórios. O governo mexicano também anunciou que acompanhará de perto os processos legais e prestará assistência consular às famílias das vítimas. Especialistas apontam que o caso pode se tornar um precedente para ações judiciais contra o ICE. Até o momento, o DHS e o ICE não se manifestaram oficialmente sobre as denúncias.



