EPR vence leilão da Rodovia Régis Bittencourt por R$ 3,2 bilhões
EPR vence leilão da Régis Bittencourt por R$ 3,2 bi

A EPR venceu o leilão da Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), realizado nesta quinta-feira na B3, em São Paulo. A empresa ofereceu ágio de 10,5% sobre o valor mínimo da outorga, totalizando R$ 3,2 bilhões. O contrato de concessão, com duração de 30 anos, prevê investimentos de R$ 14 bilhões em melhorias na rodovia que liga São Paulo a Curitiba.

Detalhes do leilão e concorrência

O leilão contou com a participação de três grupos: EPR, CCR e EcoRodovias. A EPR, controlada pelo fundo de investimentos Pátria, apresentou a maior oferta, superando a CCR, que ofereceu R$ 3,1 bilhões, e a EcoRodovias, com R$ 2,9 bilhões. O valor mínimo da outorga era de R$ 2,9 bilhões.

Segundo o presidente da EPR, José Luiz Mello, a empresa está confiante na capacidade de executar os investimentos previstos. "Estamos muito felizes com o resultado. A Régis Bittencourt é uma rodovia estratégica e temos um plano robusto de investimentos", afirmou.

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Investimentos e melhorias previstas

Dos R$ 14 bilhões previstos, R$ 8 bilhões serão destinados a obras de duplicação, terceiras faixas, viadutos e passarelas. Outros R$ 3 bilhões serão aplicados em manutenção e conservação, e R$ 3 bilhões em sistemas de pedágio e tecnologia. A concessionária também deverá implantar um sistema de free flow (pedágio eletrônico) em todo o trecho.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, destacou a importância do leilão. "A Régis Bittencourt é uma das rodovias mais movimentadas do país, e esses investimentos vão melhorar a segurança e reduzir o tempo de viagem", disse.

Impactos para usuários e economia

A concessão da Régis Bittencourt deve beneficiar cerca de 200 mil veículos que trafegam diariamente pela rodovia. Com as obras, a expectativa é reduzir em 30% o número de acidentes e em 20% o tempo de viagem entre São Paulo e Curitiba. A tarifa de pedágio será reajustada anualmente pelo IPCA, mas a concessionária poderá oferecer descontos para usuários frequentes.

O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR), Marco Aurélio Barcelos, avaliou positivamente o leilão. "A concorrência demonstra a atratividade do setor. Os investimentos trarão benefícios diretos para a logística do país", afirmou.

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