Moody's eleva nota soberana da Argentina e impulsiona planos de Milei
Moody's eleva nota soberana da Argentina

A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota soberana da Argentina, sinalizando uma melhora na percepção de risco do país e dando novo impulso aos planos econômicos do presidente Javier Milei. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira e reflete os avanços nas reformas fiscais e no processo de reestruturação da dívida.

Detalhes da elevação

A Moody's elevou a nota de longo prazo em moeda estrangeira de 'Caa3' para 'Caa2', com perspectiva estável. A agência destacou que a classificação reflete a melhora na capacidade do governo de honrar seus compromissos financeiros, após a implementação de medidas de ajuste fiscal e a renegociação de passivos com credores privados e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Segundo comunicado oficial, a elevação também considera a redução das pressões inflacionárias e a estabilização das reservas internacionais, embora os desafios estruturais permaneçam significativos. A Moody's alertou que a execução consistente das reformas será crucial para manter a trajetória positiva.

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Impacto nos planos de Milei

O presidente Javier Milei, que assumiu o cargo com a promessa de liberalizar a economia e combater a inflação crônica, recebeu a notícia como um voto de confiança internacional. Em pronunciamento, Milei afirmou que a elevação da nota é 'um reconhecimento do esforço do povo argentino' e que 'o caminho das reformas é o único possível para o crescimento sustentável'.

Analistas avaliam que a melhora na classificação pode facilitar o acesso da Argentina aos mercados internacionais de capital, reduzindo os custos de financiamento. No entanto, ressaltam que a nota ainda está em território especulativo (grau de investimento é considerado a partir de 'Baa3').

Contexto econômico

A Argentina enfrenta uma crise econômica profunda, com inflação anual acima de 200%, pobreza elevada e reservas internacionais escassas. O governo Milei implementou um pacote de reformas que inclui corte de gastos públicos, desregulamentação de setores-chave e abertura comercial. As medidas geraram resistência política e social, mas começam a mostrar resultados em indicadores como o superávit fiscal primário.

A Moody's foi a primeira grande agência a elevar a nota da Argentina desde a posse de Milei. A S&P Global Ratings e a Fitch Ratings mantêm suas classificações em 'CCC' e 'CC', respectivamente, com perspectivas estáveis.

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