A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota de crédito soberano da Argentina de 'Ca' para 'Caa3', com perspectiva estável. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (22), representa um novo impulso para os planos de reforma econômica do presidente Javier Milei.
Detalhes da elevação
De acordo com a Moody's, a elevação reflete a melhora na liquidez externa do país e a implementação de políticas fiscais e monetárias consistentes. A perspectiva estável indica que a agência não prevê novas mudanças no curto prazo.
A Argentina vinha enfrentando uma crise econômica severa, com inflação anual acima de 200% e reservas internacionais baixas. Desde que assumiu, em dezembro de 2023, Milei implementou um programa de ajuste fiscal e liberalização econômica.
Impacto nos mercados
A notícia foi bem recebida pelos investidores. Os títulos soberanos argentinos subiram, e o risco-país caiu. Analistas creditam a melhora à disciplina fiscal e ao controle da base monetária promovidos pelo governo.
O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que a elevação é "um reconhecimento do esforço do governo em estabilizar a economia". Ele destacou que a meta é continuar reduzindo a inflação e atrair investimentos.
Próximos passos
Apesar do avanço, a Argentina ainda enfrenta desafios. A Moody's alerta que a capacidade de pagamento da dívida permanece limitada e que o país precisa de acesso a mercados internacionais de capital para refinanciar seus compromissos.
Especialistas apontam que a elevação pode abrir caminho para uma futura melhora na classificação, caso o governo mantenha a disciplina fiscal e o controle da inflação. A Argentina busca um novo acordo com o FMI, que pode ser facilitado pela melhora na percepção de risco.



