A agência de classificação de risco Moody's elevou a nota soberana da Argentina, sinalizando confiança nas reformas econômicas do presidente Javier Milei. A melhora na avaliação reflete o progresso fiscal e o aumento das reservas internacionais, segundo comunicado da agência.
Detalhes da elevação
A nota foi elevada de 'Ca' para 'Caa1', com perspectiva estável. A Moody's destacou que o governo argentino avançou na consolidação fiscal e na recomposição de reservas, embora ainda enfrente desafios como a inflação elevada e o acesso limitado aos mercados de capitais.
De acordo com a agência, "as medidas de ajuste fiscal e a normalização do mercado cambial estão começando a dar resultados, mas a trajetória de crescimento e a capacidade de pagamento da dívida ainda dependem de reformas estruturais adicionais".
Impacto nos planos de Milei
A elevação da nota soberana é vista como um voto de confiança nas políticas de Milei, que assumiu em dezembro com a promessa de cortar gastos públicos e estabilizar a economia. O governo tem implementado um programa de ajuste fiscal rigoroso, incluindo cortes de subsídios e reforma administrativa.
Especialistas apontam que a melhora na classificação pode facilitar o acesso da Argentina a financiamento externo e reduzir o custo do endividamento. No entanto, alertam que o país ainda precisa de reformas mais profundas para garantir a sustentabilidade fiscal de longo prazo.
Contexto econômico
A Argentina enfrenta uma inflação anual superior a 200% e uma recessão profunda. O governo Milei espera que a credibilidade conquistada com o ajuste fiscal ajude a atrair investimentos e retomar o crescimento. A Moody's projeta uma contração do PIB em 2024, seguida de uma recuperação gradual em 2025.
"A elevação da nota é um passo importante, mas o caminho ainda é longo", afirmou um analista do mercado financeiro. "O governo precisa manter a disciplina fiscal e avançar em reformas estruturais para que a melhora seja sustentável."



