Modelo é multada por dançar com píton ameaçada no Sri Lanka
Modelo multada por dançar com píton ameaçada

Uma modelo de 19 anos foi multada por dançar com uma píton ameaçada de extinção durante um desfile de concurso de beleza no Sri Lanka. A jovem foi condenada por crueldade contra animais, e o homem que forneceu a cobra também recebeu punição. O caso ganhou repercussão internacional e reacendeu o debate sobre o uso de animais silvestres em eventos de entretenimento.

O que aconteceu

O incidente ocorreu durante um concurso de beleza realizado no Sri Lanka, onde a modelo, identificada como de 19 anos, usou uma píton viva como acessório em sua apresentação. A cobra, da espécie Python molurus, é considerada ameaçada de extinção no país e é protegida por leis ambientais locais. A apresentação foi gravada e viralizou nas redes sociais, gerando indignação entre internautas e defensores dos direitos dos animais.

Após a repercussão, as autoridades locais abriram uma investigação. A modelo foi condenada por crueldade contra animais e recebeu uma multa. O homem responsável por fornecer a píton para o desfile também foi punido, conforme determinação judicial. Os valores das multas não foram divulgados oficialmente, mas a sentença reforça a legislação ambiental do Sri Lanka, que proíbe o uso de espécies ameaçadas em atividades comerciais ou de entretenimento.

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Reações e impacto

O caso gerou forte reação pública. Organizações de proteção animal, como a World Animal Protection, manifestaram apoio à decisão judicial e pediram maior fiscalização em eventos similares. Em nota, a organização destacou que "animais silvestres não devem ser usados como adereços em desfiles ou qualquer outra forma de entretenimento", e que "a punição é um passo importante para desencorajar práticas cruéis".

Especialistas em direito ambiental também comentaram o caso. Segundo o advogado ambientalista Ravi Fernando, "a sentença envia um sinal claro de que o Sri Lanka não tolera o uso de espécies ameaçadas para fins de espetáculo. É essencial que outras autoridades sigam o exemplo e apliquem a lei com rigor". A modelo, que não teve o nome divulgado, teria se desculpado publicamente, alegando desconhecer a ilegalidade da prática.

Legislação e proteção às espécies

O Sri Lanka possui uma legislação ambiental rigorosa, que inclui a Lei de Proteção à Flora e Fauna, que prevê multas e até prisão para quem utiliza animais silvestres sem autorização. A píton indiana, também conhecida como píton-vermelha, é listada como espécie ameaçada na Lista Vermelha da IUCN e está protegida pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção (CITES).

O incidente no Sri Lanka não é isolado. Em vários países, casos de uso de animais em desfiles e eventos têm sido denunciados por ativistas, que pressionam por leis mais duras e fiscalização eficaz. No Brasil, por exemplo, o uso de animais silvestres em circos e espetáculos é proibido em diversos estados, mas ainda há desafios na aplicação das normas.

Consequências para a indústria de entretenimento

A punição da modelo e do fornecedor da cobra pode ter efeitos na indústria de entretenimento do Sri Lanka, que frequentemente utiliza animais em atrações turísticas e eventos culturais. Especialistas acreditam que a decisão pode inibir práticas similares, mas alertam que é necessário um trabalho contínuo de conscientização e fiscalização.

"A multa é um avanço, mas precisamos de educação ambiental e políticas públicas que promovam alternativas éticas ao uso de animais", afirmou a bióloga Nilmini Jayasinghe, que estuda a conservação de répteis no país. "A píton é um animal selvagem, não um acessório. Esperamos que este caso sirva de lição para todos."

Próximos passos

As autoridades locais informaram que continuarão investigando o caso para identificar se outros envolvidos no concurso tinham conhecimento da ilegalidade. Enquanto isso, a modelo e o fornecedor da cobra já pagaram as multas, mas podem recorrer da decisão. A píton foi entregue aos cuidados de um centro de conservação, onde recebe os cuidados necessários antes de ser devolvida ao habitat natural.

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O caso reforça a importância da proteção da biodiversidade e do respeito às leis ambientais, especialmente em países que abrigam espécies ameaçadas. A expectativa é que eventos futuros no Sri Lanka adotem práticas mais responsáveis, sem o uso de animais silvestres em apresentações.