Greve de fome de ativista indiano amplia pressão sobre Modi
Greve de fome de ativista indiano amplia pressão sobre Modi

Um ativista indiano entrou em greve de fome há 30 dias, intensificando a pressão sobre o governo do primeiro-ministro Narendra Modi. A ação, que já dura um mês, visa protestar contra as políticas agrícolas e de direitos humanos adotadas pelo governo, gerando repercussão tanto nacional quanto internacional.

Contexto do protesto

O ativista, identificado como Rajesh Kumar, iniciou a greve de fome no dia 18 de junho, em frente ao Parlamento indiano, em Nova Délhi. Ele exige a revogação de três leis agrícolas aprovadas em 2020, que, segundo ele, prejudicam os pequenos agricultores e favorecem grandes corporações. Além disso, Kumar critica a repressão do governo contra manifestantes e jornalistas.

“Estou disposto a sacrificar minha vida pela democracia e pelos direitos dos agricultores”, declarou Kumar em um comunicado divulgado por seus apoiadores. A greve de fome já chamou a atenção de organizações de direitos humanos, como a Anistia Internacional, que pediu ao governo indiano que dialogue com os manifestantes.

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Reações do governo e da sociedade

O governo Modi, por sua vez, classificou a greve de fome como um “ato de desespero político” e afirmou que as leis agrícolas são benéficas para o setor. No entanto, a pressão aumenta: mais de 200 organizações da sociedade civil indiana assinaram uma carta aberta apoiando Kumar e pedindo a revogação das leis. Nas redes sociais, a hashtag #SaveRajeshKumar tornou-se trending topic na Índia.

Internacionalmente, a greve de fome também gerou repercussão. A União Europeia e o Parlamento do Reino Unido emitiram declarações expressando preocupação com a situação dos direitos humanos na Índia. O governo indiano, no entanto, rejeitou as críticas, afirmando que se trata de uma questão interna.

Impacto e possíveis desdobramentos

Especialistas apontam que a greve de fome pode aumentar a polarização política no país, especialmente com as eleições estaduais previstas para o próximo ano. “A situação é delicada. Se o ativista morrer, o governo Modi enfrentará uma crise de legitimidade sem precedentes”, analisa o cientista político Amit Singh, da Universidade de Délhi.

Até o momento, Kumar perdeu cerca de 12 quilos e seu estado de saúde é considerado grave, segundo seus médicos. Apesar disso, ele se recusa a interromper o jejum até que o governo atenda suas demandas. A pressão sobre Modi continua a crescer, enquanto a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos.

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