Denúncia de corrupção e ameaças
A ex-secretária-geral da Presidência da Colômbia, Angie Rodríguez, acusou publicamente o presidente Gustavo Petro de maus-tratos e de promover um ambiente de intimidação após ela ter denunciado um esquema de corrupção no governo. Segundo Rodríguez, ao se recusar a aprovar nomeações que considerava irregulares, passou a sofrer ameaças veladas e pressões psicológicas. Uma das indicações contestadas foi a de Juliana Guerrero, aliada de Petro, para um cargo de alto escalão.
Relato de medo e consequências psicológicas
Em entrevista à imprensa local, Rodríguez afirmou que teme por sua vida e que desenvolveu depressão e ansiedade devido à situação. "Eu só queria fazer meu trabalho com honestidade, mas fui punida por isso", declarou. Ela também mencionou que foi isolada dentro do gabinete e que suas funções foram esvaziadas após as denúncias.
Resposta do presidente e reações
Gustavo Petro, que deixará o cargo em agosto de 2026, negou todas as acusações e classificou Rodríguez como "manipuladora" e "oportunista". Em nota oficial, a Presidência afirmou que as nomeações seguem critérios técnicos e que a ex-secretária está fazendo "acusações infundadas para desviar a atenção de seus próprios erros". A oposição, por sua vez, pediu a abertura de uma investigação independente.
Impacto político e contexto
O caso ganhou repercussão nacional e internacional, abalando ainda mais a já conturbada reta final do governo Petro. Analistas políticos apontam que a denúncia pode fortalecer as acusações de corrupção que rondam a administração petrista. A ex-secretária já entrou com uma queixa formal na Procuradoria-Geral da Colômbia, que ainda não se pronunciou oficialmente.



