Dólar forte e crise no Oriente Médio: impactos nos mercados
Dólar forte e crise no Oriente Médio: impactos nos mercados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retomada do bloqueio naval ao Irã e a imposição de uma taxa de 20% sobre todas as cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz. A medida reacendeu tensões geopolíticas na região, elevou o preço do petróleo e pressionou negativamente os mercados acionários globais.

Ibovespa e mercados internacionais reagem

O Ibovespa intensificou as perdas na sessão, refletindo o aumento da aversão ao risco. O índice, que já operava em queda, ampliou as baixas após o anúncio de Trump. O petróleo Brent subiu mais de 3%, enquanto o bitcoin recuou, pressionado pelo temor renovado de inflação e pela alta da commodity. Nos Estados Unidos, os índices Nasdaq e S&P 500 perderam força, influenciados também pelo início da temporada de balanços e pela escalada do conflito.

Irã reage e ameaça retaliação militar

O governo iraniano rejeitou imediatamente o controle dos Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz, classificando a medida como uma violação do direito internacional. Em comunicado oficial, Teerã ameaçou retaliação militar caso a taxa de 20% seja efetivamente cobrada. O estreito é uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial.

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Impacto no fluxo de petróleo e nas empresas

O tráfego no Estreito de Ormuz caiu ao nível mais baixo em dois meses, segundo dados de monitoramento marítimo. A redução ocorre em meio a ataques entre forças dos EUA e do Irã. Analistas do Goldman Sachs apontam que a expansão de oleodutos na região pode reduzir gradualmente a dependência do estreito, mas no curto prazo o risco de interrupção do fornecimento permanece elevado.

Setores e ações em destaque

No mercado brasileiro, bancos elevaram as apostas em ações da Vibra Energia e Ultrapar, citando margens acima do esperado. Os papéis subiram na B3. O JPMorgan reiterou preferência por Suzano (SUZB3), em meio a riscos climáticos do El Niño que podem afetar a produção de celulose. Já a ação da SK Hynix despencou após sua estreia na Nasdaq, em meio a realizações de lucros.

Perspectivas para a Bolsa brasileira

O Bradesco BBI avalia que a temporada de balanços do segundo trimestre pode reforçar a aposta na Bolsa brasileira, considerada barata em relação a pares emergentes. A XP Investimentos projeta o dólar a R$ 5,00 e mantém otimismo com o PIB. No mercado de renda fixa, investidores monitoram taxas de CDBs, LCIs e LCAs, enquanto o Tesouro avalia possível intervenção nos títulos IPCA+8%.

Política e economia doméstica

No cenário político, o presidente da Câmara, Hugo Motta, recebeu 43% das emendas de liderança do partido sem transparência, segundo reportagem. O senador Gilberto Kassab afirmou que Flávio Bolsonaro "está com problemas, mas não o vejo saindo da disputa". Michelle Bolsonaro reorganiza sua atuação para preservar influência política. O STF bloqueou R$ 6,15 milhões em bens do ex-deputado Eduardo Cunha.

Mundo: incêndios, guerra e inflação

Na Europa, um incêndio florestal assola região próxima a Paris em meio a uma onda de calor. O Reino Unido deve designar a Guarda Revolucionária do Irã como ameaça à segurança nacional. Na Ucrânia, a guerra elevou a demanda por dinheiro, levando o banco central local a lançar uma cédula de 2.000 hryvnia. Trump, por sua vez, contrariou evidências ao falar em queda da inflação e dos preços do petróleo.

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