O Ministério Público da Bolívia ordenou nesta quarta-feira (29) a prisão do ex-presidente Evo Morales, acusado de sedição e terrorismo por sua suposta liderança nos protestos que paralisaram o país entre outubro e dezembro de 2025. A decisão foi tomada pelo promotor Juan Pérez, da Procuradoria de La Paz, que afirmou que as manifestações causaram um prejuízo econômico estimado em US$ 500 milhões.
Contexto dos protestos
Os protestos foram desencadeados após a decisão do Tribunal Constitucional de permitir a reeleição indefinida de Luis Arce, medida rejeitada por Morales. Os bloqueios de estradas e ocupações de prédios públicos duraram 72 dias, afetando o abastecimento de alimentos e combustíveis. Segundo Pérez, “Morales convocou abertamente a desobediência civil e financiou grupos radicais para desestabilizar o governo”.
Reações e consequências
A defesa de Morales classificou a ordem como “perseguição política”. O ex-presidente está em asilo político no México desde janeiro de 2026. O governo de Arce não comentou a medida. Especialistas avaliam que a prisão pode agravar a crise institucional no país.



