O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, enviou ao Congresso um projeto de lei que estabelece regras para a decretação do estado de exceção, em meio à grave crise política e econômica que o país enfrenta. A proposta, segundo o próprio mandatário, busca fortalecer o papel das forças de segurança e é descrita como uma 'ação humanitária' para conter os protestos e bloqueios de estradas que ocorrem há semanas.
Contexto da crise
A Bolívia vive uma das piores crises de sua história recente. Manifestantes exigem a renúncia de Rodrigo Paz, enquanto bloqueios de estradas paralisam o comércio e o abastecimento. A economia do país sofre com inflação alta e escassez de produtos básicos. Além disso, diversos ministros já renunciaram, e cresce a pressão por um referendo revogatório.
Proposta de diálogo
Apesar do envio do projeto de lei, Paz afirmou estar aberto ao diálogo com a oposição para resolver a crise. Em pronunciamento, ele convidou líderes políticos e sociais para uma mesa de negociação, mas manteve críticas a seus adversários. O presidente acusou o ex-presidente Evo Morales e narcotraficantes de estarem por trás dos protestos, o que foi negado pela oposição.
Reações e próximos passos
O projeto de lei deve ser analisado pelo Congresso, onde o governo não tem maioria. Parlamentares da oposição já criticaram a proposta, classificando-a como autoritária. Organizações de direitos humanos também manifestaram preocupação com possíveis abusos. Enquanto isso, os protestos continuam, e a população aguarda desdobramentos.



