A Armênia realiza eleições para a Assembleia Nacional em meio a uma nova frente de disputa entre a Rússia e o Ocidente. As pesquisas indicam que o grupo do atual primeiro-ministro, Nikol Pashinyan, deve obter a maioria dos assentos, mas isso não evitará novas turbulências no futuro próximo.
Dilema geopolítico
O país enfrenta um dilema geopolítico: de um lado, a aproximação com o Ocidente e a União Europeia; de outro, a histórica influência russa. Pashinyan busca diversificar alianças, incluindo China e Índia, enquanto a Rússia vê a região como parte de sua esfera de influência.
Tensões com a Rússia
A relação entre Rússia e Armênia tornou-se tensa após o congelamento da participação armênia na Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC). A União Econômica Eurasiática pressiona por um referendo sobre a permanência da Armênia no bloco, mas Pashinyan rejeita a ideia.
A Rússia, liderada por Vladimir Putin, considera o movimento armênio um risco em sua zona de influência. As ameaças russas aumentam a incerteza sobre o futuro do país.
As eleições ocorrem em um clima de tensão, com a população dividida entre laços históricos com Moscou e aspirações europeias. O resultado pode redefinir o equilíbrio de poder na região do Cáucaso.



