Atividade econômica argentina cresce 0,2 ponto percentual em maio
Argentina: atividade econômica sobe 0,2 pp em maio

A atividade econômica da Argentina registrou um crescimento de 0,2 ponto percentual em maio, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado surpreendeu analistas do mercado financeiro, que projetavam estabilidade no período.

Desempenho setorial

O indicador, conhecido como Estimador Mensal da Atividade Econômica (EMAE), avançou 0,2% em relação a abril, na série dessazonalizada. Na comparação interanual, a atividade cresceu 1,8% em maio de 2026 ante o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, o EMAE apresenta alta de 1,2%.

Dentre os setores que impulsionaram o resultado, destacaram-se a construção civil, com expansão de 3,5% no mês, e a indústria manufatureira, que cresceu 1,2%. O setor de serviços também contribuiu positivamente, com destaque para comércio e transporte.

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Contexto econômico

O crescimento ocorre em meio a um cenário de recuperação gradual da economia argentina, que enfrenta desafios como inflação elevada e ajuste fiscal. O governo de Javier Milei tem implementado medidas de liberalização econômica, que começam a mostrar efeitos na atividade produtiva.

Segundo o Ministério da Economia argentino, o resultado de maio reflete "a confiança renovada dos agentes econômicos e os primeiros sinais de estabilização macroeconômica". A pasta destacou que o crescimento foi disseminado entre os setores, indicando uma recuperação mais ampla.

Reação do mercado

O mercado financeiro recebeu bem o dado, com o índice Merval registrando alta de 1,5% no dia da divulgação. Analistas consultados pela agência Reuters afirmaram que o número "reforça a percepção de que a economia está encontrando um piso e pode iniciar um ciclo de crescimento sustentado".

No entanto, alertam para riscos, como a persistência da inflação, que em junho ficou em 6,2% mensal. O Banco Central da Argentina mantém a taxa de juros em 90% ao ano para conter as pressões inflacionárias.

Perspectivas

Para os próximos meses, as projeções indicam continuidade do crescimento moderado. O FMI estima que a economia argentina deve crescer 1,5% em 2026, após contração de 1,6% em 2025. O governo espera que a safra agrícola recorde e o aumento das exportações de energia sustentem a atividade no segundo semestre.

O Indec divulgará o próximo EMAE referente a junho em 22 de agosto. O mercado aguarda os dados para confirmar a tendência de recuperação.

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