Ameaças houthis no Mar Vermelho: mais navios mudam rota
Ameaças houthis: mais navios mudam rota no Mar Vermelho

Ataques houthis no Mar Vermelho provocam novo desvio de rotas marítimas

Mais navios de carga estão alterando suas rotas no Mar Vermelho após novas ameaças do grupo rebelde houthi do Iêmen. A decisão ocorre em meio a uma escalada de ataques contra embarcações na região, que já afetam significativamente o comércio global.

Impacto imediato no tráfego marítimo

De acordo com a Agência Marítima do Reino Unido (UKMTO), pelo menos três navios reportaram terem sido alvo de ataques ou ameaças nas últimas 48 horas. A empresa de logística Maersk confirmou que desviou dois de seus porta-contêineres para a rota do Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, adicionando cerca de 10 dias de viagem e custos extras de combustível.

“A segurança de nossas tripulações é a prioridade máxima. Estamos monitorando a situação de perto e ajustando as rotas conforme necessário”, afirmou um porta-voz da Maersk.

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Consequências para o comércio global

O Mar Vermelho é uma via crucial para o comércio entre Ásia e Europa, por onde passa cerca de 12% do comércio mundial. O desvio de navios para o Cabo da Boa Esperança aumenta o tempo de trânsito em até 15 dias e eleva os custos de frete em aproximadamente 20%, segundo analistas do setor.

A situação já impacta cadeias de suprimentos, com atrasos na entrega de produtos eletrônicos, roupas e peças automotivas. O preço do petróleo também sofreu alta de 3% nos últimos dias, refletindo o temor de interrupções no fornecimento de energia.

Reação internacional

Os Estados Unidos e o Reino Unido anunciaram o envio de navios de guerra para patrulhar a região, mas os houthis intensificaram os ataques em retaliação ao apoio ocidental a Israel na guerra em Gaza. O grupo prometeu continuar as ações até que o bloqueio a Gaza seja suspenso.

“Enquanto o genocídio em Gaza continuar, nossas operações no Mar Vermelho não cessarão”, declarou um porta-voz dos houthis em comunicado.

Perspectivas futuras

Especialistas alertam que a crise pode se prolongar, forçando companhias marítimas a adotar rotas alternativas de forma permanente. A Organização Marítima Internacional (IMO) convocou uma reunião de emergência para discutir medidas de proteção às embarcações.

O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores, recomendou que navios com bandeira nacional evitem a área e busquem rotas seguras. Até o momento, nenhum navio brasileiro foi atacado, mas a orientação é de cautela máxima.

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