Pesquisas científicas indicam que a prática regular de exercícios físicos e uma boa noite de sono podem ajudar a prevenir o Alzheimer. A doença, que atinge 55 milhões de pessoas no mundo, ainda não tem cura, mas a adoção de hábitos saudáveis pode reduzir os riscos. Estudos mostram que fatores como sedentarismo, hipertensão e abuso de álcool estão ligados a cerca de 40% dos casos de demência, incluindo o Alzheimer.
O Alzheimer é caracterizado pela perda progressiva de memória, com dificuldade para formar novas lembranças e esquecimento de tarefas cotidianas. Os sintomas iniciais podem passar despercebidos pelo paciente, sendo os familiares os primeiros a notar algo errado. No entanto, o diagnóstico precoce nem sempre reflete o início real da doença, que pode começar 20 ou 30 anos antes dos primeiros sinais.
Segundo o professor Sergio Ferreira, da UFRJ, as alterações cerebrais no Alzheimer começam muito antes dos sintomas. “Há fases da doença com alterações moleculares e de funcionamento das sinapses dos neurônios, que se acumulam até surgirem os sintomas”, explica. A prevenção é vista como a melhor estratégia, já que não há tratamento curativo disponível.
Atividades físicas aeróbicas, como correr, nadar e dançar, ajudam a controlar diabetes e hipertensão, fatores de risco para o Alzheimer. Além disso, melhoram o humor e reduzem a depressão, também associada à doença. Estudos de longo prazo sugerem que exercícios moderados a vigorosos estão ligados à redução do risco de demência.
Pesquisas como a conduzida na Finlândia, com pessoas de 60 a 77 anos, mostraram melhora cognitiva após dois anos de atividades físicas, treinos cerebrais e monitoramento cardiovascular. No Brasil, o professor Paulo Caramelli, da UFMG, coordena um estudo multicêntrico que investiga como intervenções não medicamentosas podem beneficiar idosos.



