Segredos da chef para o bolinho de chuva perfeito e crocante
Segredos da chef para o bolinho de chuva perfeito

Com chuva ou sol, os bolinhos cobertos por açúcar e canela são sempre bem-vindos. Conhecido também como bolinho de sinhá ou filhó, o bolinho de chuva perfeito possui massa fofinha por dentro e casquinha crocante por fora. É o tipo de sobremesa impossível de comer apenas um, feita com ingredientes que geralmente estão no armário de casa, ideal para café da manhã, lanche da tarde ou sobremesa pós-jantar.

Segredos da massa ideal

Para garantir uma crosta crocante com interior macio, a chef Heloísa Bacellar, do Na cozinha da Helô, compartilha os segredos. O bolinho de chuva leva poucos ingredientes: farinha de trigo, açúcar, fermento químico, ovo, leite, essência de baunilha (opcional) e óleo para fritar. Apesar da simplicidade, a atenção aos detalhes é crucial. “A massa não pode ser nem muito líquida, nem muito pesada”, alerta a chef. “Se ficar muito líquida, vai se desmanchar na panela ao fritar. Se for muito pesada, o bolinho vira um ‘tijolinho’.” A melhor forma de acertar o ponto é seguir exatamente as medidas da receita.

Fritura: o passo que exige cuidado

Com a massa pronta, a fritura é o momento principal para o bolinho ficar fofinho e crocante. A temperatura do óleo é o ponto de atenção. Se estiver frio, o bolinho encharca, absorvendo óleo e ficando engordurado. “Temos que esperar o óleo aquecer”, diz Helô. Para saber a temperatura correta, ela sugere colocar a mão acima do óleo (longe da panela!) e sentir o calor; o óleo começará a formar pequenas bolhas na borda. Cuidado para não superaquecer: “Se estiver saindo fumaça, está quente demais. O bolinho dourará rápido por fora e ficará cru por dentro.”

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O tempo de fritura é outro fator importante. Helô recomenda no mínimo cinco minutos, podendo variar conforme a potência do fogão e tamanho da panela. “Não adianta ter pressa”, aconselha. A dica da chef é aquecer o óleo, testar com um bolinho e deixar fritar por pelo menos cinco minutos, banhando a massa com uma escumadeira para dourar dos dois lados. Depois, prove para verificar se o interior não está cru e se a casquinha crocante se formou.

Helô alerta: “Resista à tentação de achar que o bolinho ficará pequeno se usar uma colher de chá. O bolinho cresce! Ele tem ovos, então estufa no fogo.” Quanto maior o bolinho, maior o risco de o interior ficar cru e dificultar a formação da casquinha.

Finalização com açúcar e canela

Uma das principais características do bolinho de chuva é o açúcar com canela polvilhados depois de pronto. O segredo para cobrir igualmente não está na quantidade, mas no momento de polvilhar. Helô explica: ao tirar o bolinho do óleo, coloque-o em papel absorvente e seque bem. “É fundamental secar, senão ele fica encharcado e engordurado.” Em seguida, com os bolinhos ainda bem quentes, polvilhe o açúcar com canela. “Se deixar esfriar, o açúcar e canela não grudam. Então não vai ficar delicioso como tem que ser.” E, claro, coma sempre quente, finaliza a chef.

Confira a receita completa de bolinho de chuva da chef Heloísa Bacellar e coloque a mão na massa.

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