O termo sando é, na verdade, uma abreviação de sandoicchi, a maneira como a língua japonesa adaptou a pronúncia da palavra inglesa sandwich. Embora pareça simples à primeira vista, ele tem características próprias que o diferenciam de um lanche comum, começando pela montagem que beira a perfeição geométrica.
Do que é feito o sando?
A base do sanduíche é o shokupan, o tradicional pão de leite japonês. Produzido por meio de fermentação natural, ele se destaca graças ao seu miolo úmido, casca quase imperceptível e uma resiliência ao toque que impede que o suporte do sanduíche endureça. É justamente a qualidade desse pão que diferencia o sando de preparações convencionais.
No entanto, a construção do sabor depende de uma técnica minuciosa que vai além da escolha dos ingredientes. Fatores como a temperatura exata do recheio no momento do serviço, a espessura de cada fatia e até a pressão exercida pela mão do chef durante o corte final são cruciais.
Quando o sanduíche vira artigo de luxo
O crescimento da popularidade do sando também abriu espaço para versões cada vez mais sofisticadas. É nesse cenário que entram alguns dos sanduíches mais caros da cidade de São Paulo. De acordo com a matéria de Fernanda Meneguetti, o destaque fica para os katsu sandos preparados com wagyu, a famosa carne bovina japonesa conhecida pelo alto grau de marmoreio.
No Varanda D.inner, por exemplo, o Wagyu Katsu Sando custa R$ 450 e é servido com molho tonkatsu, maionese de wasabi e batatas fritas. Já a Saikō Katsu Sando Shop oferece uma versão feita com cerca de 180 gramas de new york strip de wagyu empanado, servido em shokupan tostado com manteiga, molho de ostra e maionese japonesa. O sanduíche custa R$ 485.
Com apenas 30 unidades por mês, o sanduíche de wagyu da Saikō transforma paciência e marmoreio em uma experiência rara no bairro do Jardim Europa, em São Paulo. A espera, no entanto, faz parte do charme desse katsu sando que é considerado um dos mais caros da cidade.



