O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) informou na noite desta sexta-feira (8) que vai investigar a morte de Edicleide dos Santos Oliveira, de 34 anos, ocorrida durante um procedimento para tratar vasinhos em uma clínica de Americana (SP). As apurações correm sob sigilo.
Segundo a Polícia Civil, o médico responsável pelo procedimento, Edison Augusto do Nascimento, possui especialização em medicina do trabalho, e não em angiologia. A defesa do médico contesta essa informação e afirma que ele tem sólida formação acadêmica em cirurgia geral, cirurgia vascular e angiologia.
O Cremesp destacou que, conforme normas do Conselho Federal de Medicina (CFM), um médico pode atuar em qualquer área da medicina, mesmo sem especialidade registrada, desde que não se intitule como especialista e assuma a responsabilidade pelos seus atos. O médico só pode se divulgar como especialista se possuir o Registro de Qualificação de Especialista (RQE).
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o marido de Edicleide relatou que a levou à clínica São Lucas Medicina Ocupacional por volta das 14h30 de quarta-feira (6). Enquanto aguardava, foi informado pelo médico sobre a morte dela às 17h. O marido disse que a esposa não tinha problemas de saúde e que o procedimento era para tratar vasinhos nas pernas.
O caso foi registrado como morte suspeita no 4º Distrito Policial de Americana, que investiga as circunstâncias. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) sobre a causa da morte ainda não foi concluído e deve sair na próxima semana. O velório de Edicleide foi realizado nesta sexta-feira, e o corpo seria transportado para a Bahia, onde seria sepultado.



