Febre dos LEDs no skincare: máscaras e boosters bombam; médicos explicam benefícios e riscos
Máscaras LED no skincare: febre, benefícios e cuidados

O uso de dispositivos de skincare com LEDs, como máscaras, boosters e massageadores faciais, tornou-se uma febre entre os brasileiros. Impulsionada pela cultura k-beauty e por celebridades como Kim Kardashian, a tecnologia promete desde o estímulo de colágeno até o combate à acne. Mas especialistas alertam: é preciso cuidado com a qualidade dos equipamentos e a frequência de uso.

Como funcionam os LEDs na pele?

Cada cor de LED tem uma função específica, explica a dermatologista Katleen da Cruz Conceição, integrante do Grupo Paula Bellotti. O LED vermelho, por exemplo, atua na profundidade da pele, estimulando a produção de colágeno e promovendo a regeneração celular. Já o LED azul tem ação bactericida, sendo eficaz no tratamento da acne. Há também o LED infravermelho, que atinge camadas mais profundas, e o LED verde, que ajuda a clarear manchas. "A escolha da cor deve ser feita de acordo com a necessidade da pele", ressalta Katleen.

Médicos alertam sobre qualidade e riscos

A dermatologista Juliana Neiva alerta que nem todos os dispositivos disponíveis no mercado têm a potência adequada para gerar resultados. "Muitos produtos são considerados de uso cosmético, com baixa intensidade, e não substituem tratamentos médicos com LED profissional", explica. Ela recomenda verificar a certificação da Anvisa e a potência do equipamento (medida em Joules por cm²). O uso excessivo ou incorreto pode causar queimaduras, hiperpigmentação ou até danos oculares se não houver proteção adequada. "É essencial o acompanhamento de um dermatologista antes de iniciar qualquer tratamento com LED em casa", completa.

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Empresários observam aumento nas vendas

Bruna Brunetta, empresária do setor de beleza, relata que as vendas de máscaras LED cresceram 200% nos últimos seis meses. "A procura é grande, principalmente entre mulheres de 25 a 45 anos que buscam alternativas caseiras para cuidar da pele", conta. Ela destaca que os dispositivos mais vendidos são os que combinam LED vermelho e azul, pois atendem tanto a prevenção do envelhecimento quanto o tratamento da acne. Eventos de wellness e feiras de beleza também têm incorporado a tecnologia, com estações de tratamento LED e palestras sobre seus benefícios.

Depoimento de usuária: resultados visíveis

A modelo Giovana Arroyo relata que usa o LED azul para lifting facial e percebe resultados após três semanas de uso diário. "Minha pele está mais firme e as espinhas diminuíram significativamente", afirma. Ela destaca a praticidade de usar a máscara enquanto realiza outras tarefas, mas ressalta a importância de seguir as instruções do fabricante. "Não adianta deixar por mais tempo esperando resultados melhores; o tempo de exposição é calculado para evitar danos", alerta.

Cuidados essenciais na hora da compra e do uso

Antes de adquirir um dispositivo de LED, é recomendado pesquisar marcas com boa reputação e que possuam registro na Anvisa. Além disso, deve-se verificar se o aparelho possui proteção para os olhos e se a intensidade é ajustável. Durante o uso, a pele deve estar limpa e sem maquiagem. A frequência ideal varia conforme o tipo de LED: para o vermelho, recomenda-se de 3 a 5 vezes por semana; para o azul, pode ser usado diariamente em áreas com acne. Em caso de sensibilidade, o uso deve ser interrompido e um dermatologista consultado.

O futuro dos LEDs no skincare

Com o avanço da tecnologia, novos dispositivos surgem, integrando LEDs a outros tratamentos como radiofrequência e microcorrentes. A tendência é que os aparelhos caseiros se tornem mais potentes e seguros, mas especialistas reiteram que eles nunca substituirão o consultório dermatológico. "O LED caseiro é um complemento, não um substituto", finaliza a dermatologista Juliana Neiva.

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