O Federal Reserve (Fed) manteve a taxa de juros inalterada na faixa de 5,25% a 5,50%, conforme amplamente esperado, mas a decisão não foi unânime. Pela primeira vez desde o início do ciclo de aperto, um membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) votou contra: James Warsh, presidente do Fed de St. Louis, pediu um aumento de 0,25 ponto percentual.
Dissidência de Warsh chama atenção
Warsh justificou seu voto contrário citando a persistência da inflação e a força do mercado de trabalho. "Eu pedi uma boa briga de família e estamos nela", disse Warsh, em referência ao debate interno. Ele argumentou que manter os juros inalterados poderia atrasar o combate à inflação. A ata da reunião deve revelar mais detalhes sobre a discussão.
Mercados reagem no Brasil
No Brasil, o Ibovespa opera em baixa de mais de 1% após a decisão, refletindo a cautela global. O dólar, por outro lado, passa a ter leve queda, cotado a R$ 5,12, influenciado pela manutenção dos juros americanos. Investidores monitoram os próximos passos do Fed, com projeções de cortes apenas em 2025.
"A dissidência de Warsh reforça a divisão dentro do Fed sobre a necessidade de novos aumentos. Isso pode aumentar a volatilidade nos mercados emergentes", afirma economista-chefe de uma corretora brasileira. A expectativa é que o Copom, no Brasil, também mantenha a Selic na próxima reunião.



