A convenção nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), realizada neste sábado em Brasília, aprovou por ampla maioria a coligação com o Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026. O evento também confirmou a candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ao cargo de vice-presidente na chapa encabeçada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A decisão consolida a aliança que já havia sido sinalizada nos últimos meses e que visa ampliar a base de apoio do governo.
Detalhes da votação
Dos 543 delegados presentes, 472 votaram a favor da coligação, representando 87% dos votos válidos. Apenas 45 delegados foram contrários e 26 se abstiveram. A votação ocorreu após intensos debates e discursos de lideranças partidárias. O presidente do PSB, Carlos Siqueira, destacou a importância da união: "Esta aliança é estratégica para o desenvolvimento do país e para a continuidade das reformas sociais que beneficiam os brasileiros mais necessitados".
Impacto na corrida eleitoral
A formalização da coligação fortalece a base do governo Lula, que busca a reeleição. A presença de Alckmin, um político de centro-direita, é vista como um movimento para atrair eleitores moderados e setores do empresariado. Analistas apontam que a chapa Lula-Alckmin pode reduzir a vantagem de potenciais candidatos de oposição, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-juiz Sergio Moro (União Brasil). A convenção também aprovou o programa de governo conjunto, que prioriza o crescimento econômico com inclusão social e sustentabilidade ambiental.



