Holding familiar: entenda o jogo antes de estruturar seu patrimônio
Holding familiar: entenda o jogo antes de estruturar

O falecimento de um patriarca ou matriarca costuma trazer à tona uma realidade que muitas famílias preferem evitar: discutir patrimônio. Adiar essa conversa pode tornar um momento delicado ainda mais complexo, prolongando disputas, elevando custos e comprometendo a preservação dos bens construídos ao longo de décadas.

Planejamento sucessório vai além da divisão dos bens

Embora muitas pessoas associem planejamento sucessório apenas à redução de custos com inventário ou impostos, o conceito é mais amplo. O objetivo é organizar previamente a transferência do patrimônio, estabelecendo regras claras e reduzindo conflitos entre herdeiros. Quando essa organização não existe, decisões importantes são tomadas em um momento emocionalmente sensível, ampliando divergências familiares.

Instrumentos jurídicos e financeiros podem estruturar a sucessão de forma eficiente. A holding familiar é um deles, mas não é o único.

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Holding familiar: ferramenta, não solução universal

O crescimento do interesse pelas holdings familiares fez com que a estrutura ganhasse fama de “atalho” para reduzir impostos ou proteger patrimônios. No entanto, essa percepção pode levar a decisões equivocadas. Segundo Luiza Jacob, advogada de wealth planning da XP, a avaliação precisa considerar uma visão integrada da situação patrimonial: ganhos tributários, custos de manutenção, perfil dos ativos, objetivos da família e impactos sucessórios.

Em alguns casos, a holding representa excelente estratégia; em outros, pode gerar despesas desnecessárias ou não entregar os benefícios esperados.

O que mudou com a reforma tributária?

A reforma tributária aumentou o interesse pelo tema, reforçando a necessidade de revisar estruturas existentes e entender como novas regras afetam a transmissão de bens entre gerações. Decisões tomadas anos atrás podem precisar ser reavaliadas. Na masterclass, Luiza Jacob apresenta exemplos práticos de como essas mudanças influenciam a análise sobre criação ou manutenção de uma holding, além de explicar os cálculos necessários antes de qualquer decisão.

Os quatro pilares da decisão patrimonial

A metodologia do time de Wealth Planning da XP avalia estruturas patrimoniais com base em quatro pilares: tributação (impactos fiscais), sucessão (organização da transferência com previsibilidade), proteção patrimonial (riscos jurídicos) e liquidez (disponibilidade de recursos sem depender de processos judiciais). Essa abordagem integrada mostra que o planejamento patrimonial vai muito além de abrir uma empresa para administrar bens.

O que o participante encontrará na masterclass

Durante a aula gratuita, Luiza Jacob explica, em linguagem acessível e com exemplos práticos, temas como: impactos da nova realidade tributária sobre a sucessão; como calcular se uma holding ainda gera benefícios financeiros ou se tornou custo adicional; erros comuns sobre falsa blindagem patrimonial; alternativas que podem complementar ou substituir a holding; e a metodologia de diagnóstico da XP para avaliar cada patrimônio individualmente.

Os participantes também conhecerão o diagnóstico patrimonial oferecido pelo time de Wealth Planning da XP, que analisa cada estrutura considerando as características específicas de cada família.

Antes de decidir, entenda o jogo

A organização patrimonial deixou de ser assunto restrito a grandes grupos empresariais. Em um cenário de mudanças tributárias e crescente preocupação com a sucessão, compreender quais ferramentas realmente fazem sentido tornou-se parte da estratégia de preservação do patrimônio. Mais importante que seguir tendências é tomar decisões baseadas em informação qualificada e análise individualizada. Essa é a proposta da masterclass “Holding: Entenda o jogo antes de entrar”: oferecer conhecimento prático para investidores e empresários entenderem os critérios que importam antes de estruturar ou manter uma holding. As inscrições são gratuitas.

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