Márcio Zanardi, técnico da Ponte Preta, ainda não conseguiu repetir uma escalação em oito partidas disputadas na Série B do Brasileirão. Foram oito formações diferentes, com um retrospecto de sete derrotas e apenas um empate, sem vitórias desde sua chegada ao Moisés Lucarelli. A instabilidade reflete um cenário de crise financeira, lesões e punições que impedem a utilização de reforços.
Mudanças em todos os setores
As alterações começaram pelo gol. Diogo Silva, titular absoluto, rescindiu contrato devido a atrasos salariais, sendo substituído por Guilherme Viana e, depois, por Vinicius Ferrari. Na defesa, Zanardi tentou consolidar um sistema com três zagueiros, mas Lucas Cunha foi o único nome praticamente fixo. Sergio Palacios, Diego Leão, Márcio Silva e Danilo Barcelos alternaram por lesões, suspensões e opções técnicas.
No meio-campo, a saída de Tárik e a lesão muscular de Murilo Cavalcante reduziram as alternativas, forçando improvisações como Kevyson e Danilo Barcelos. No ataque, a crise financeira custou as saídas de William Pottker e Diego Tavares, enquanto Brandão, David da Hora, Rodriguinho e Baianinho disputam espaço sem se firmar.
Reforços ainda aguardam
A Ponte contratou 11 jogadores na janela, mas nenhum pôde estrear devido a transfer bans da CNRD e da Fifa. Sem os reforços, Zanardi recorreu à base: na última rodada, contra o Athletic, sete dos oito suplentes eram formados no clube, com média de idade de 22,3 anos. A tendência é que as mudanças continuem diante do Ceará, na sexta-feira. Márcio Silva treinou e pode voltar, Brandão retorna de suspensão e Murilo Cavalcante, fora há 90 dias, será reavaliado. Lanterna com nove pontos, a Ponte busca encerrar jejum de 14 jogos sem vitória.



