Scaloni x De la Fuente: trajetórias paralelas na final da Copa
Scaloni x De la Fuente: trajetórias paralelas na final da Copa

Lionel Scaloni e Luis de la Fuente, os treinadores de Argentina e Espanha, respectivamente, protagonizam uma final de Copa do Mundo marcada por trajetórias notavelmente paralelas. Ambos construíram suas carreiras nas categorias de base de suas seleções, assumiram o comando das equipes principais sob intensa desconfiança e, contra todas as expectativas, transformaram incertezas em sucessos retumbantes.

Origens nas categorias de base

Scaloni, argentino de 48 anos, iniciou sua jornada como técnico nas divisões de base da seleção argentina, onde trabalhou com jogadores como Lionel Messi ainda jovem. De la Fuente, espanhol de 65 anos, seguiu caminho similar: passou anos comandando as seleções sub-19, sub-21 e sub-23 da Espanha, conquistando títulos importantes, como o Europeu Sub-21 em 2019.

Ambos enfrentaram ceticismo ao serem promovidos. Scaloni assumiu a Argentina em 2018, após a saída de Jorge Sampaoli, sem experiência como técnico principal. De la Fuente substituiu Luis Enrique em 2022, após a eliminação da Espanha na Copa do Mundo do Catar. Em ambos os casos, a imprensa e os torcedores questionaram a escolha.

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Transformação em sucesso

Scaloni conduziu a Argentina ao título da Copa América em 2021 e da Copa do Mundo em 2022. De la Fuente venceu a Liga das Nações da UEFA em 2023 e agora busca o bicampeonato mundial da Espanha. "Eles são a prova de que projetos de longo prazo, construídos de dentro para fora, podem render frutos", afirmou o analista esportivo Carlos Martínez.

Em 2017, De la Fuente foi professor de Scaloni em um curso de treinadores na Espanha. "Lembro de suas perguntas inteligentes, sempre buscando aprender", disse De la Fuente em entrevista recente. Agora, os dois se enfrentam em uma final de Copa do Mundo, simbolizando a evolução de seus respectivos projetos.

Estilo de jogo e impacto

Ambos os treinadores implementaram estilos de jogo ofensivos e coletivos. Scaloni deu à Argentina uma identidade sólida, baseada na posse de bola e na pressão alta. De la Fuente manteve a tradição espanhola de toque de bola, mas adicionou verticalidade e intensidade. "Eles modernizaram suas seleções sem perder a essência", comentou o jornalista esportivo Juan Pérez.

A final de 2026 representa o ápice de suas jornadas. Scaloni busca o bicampeonato mundial consecutivo, enquanto De la Fuente tenta devolver a Espanha ao topo após 16 anos. O confronto promete ser um duelo tático entre dois técnicos que aprenderam juntos e agora disputam o maior título do futebol.

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