O corpo do menino Oliver, de 3 anos, morto após ser espancado pelo pai por não dizer 'bom dia', permanece no Instituto Médico Legal (IML) de Porto Alegre desde o crime, ocorrido em 13 de julho de 2026, em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A liberação do corpo depende de reconhecimento formal por um familiar, mas a mãe, Mayanna Rodgers, está presa e tenta autorização judicial para realizar o procedimento.
Crime e investigação
Oliver foi espancado pelo pai, o missionário Dandre Grayson, de 26 anos, na madrugada de segunda-feira (13), após se recusar a dar 'bom dia'. A criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A mãe, Mayanna Rodgers, de 25 anos, também foi presa em flagrante. Ambos são investigados por tortura e homicídio qualificado.
Segundo a polícia, o casal tem histórico de agressões contra os filhos. As outras duas crianças do casal, de 1 e 5 anos, foram encaminhadas a um abrigo e estão sob proteção do Conselho Tutelar.
Reconhecimento do corpo
A advogada do casal, Daniela Souza, informou que a mãe tenta obter autorização judicial para sair temporariamente do presídio e reconhecer o corpo do filho. 'Ela está desolada e quer dar um enterro digno ao menino. A Justiça precisa analisar o pedido com urgência', afirmou a defensora. Enquanto isso, o corpo de Oliver permanece no IML, o que prolonga o sofrimento da família e impede a realização do funeral.
O pai, Dandre Grayson, permanece preso e não manifestou desejo de reconhecer o corpo. A polícia investiga se ele agiu sozinho ou se a mãe também participou das agressões que levaram à morte da criança.
Repercussão e medidas legais
O caso gerou comoção no Rio Grande do Sul e em todo o país. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Viamão conduz as investigações. O delegado responsável, Marcos Antunes, destacou a gravidade do crime: 'É inaceitável que uma criança seja morta por um motivo tão banal. Vamos apurar todas as circunstâncias e responsabilizar os envolvidos'.
A Justiça decretou a prisão preventiva do casal. A audiência de custódia ocorreu na terça-feira (14), e ambos permanecem detidos. A defesa tenta reverter a prisão, mas a promotoria argumenta que há risco de fuga e de obstrução das investigações.



