O meia Gustavo Puerta, um dos destaques da Colômbia na Copa do Mundo de 2026, revelou uma história de superação impressionante: ele levou um tiro aos 10 anos de idade e, por um período, jogou futebol com a bala alojada na perna. A revelação foi feita em entrevista ao jornal espanhol Marca, publicada nesta terça-feira (4).
Infância marcada pela violência
Nascido em Cali, uma das cidades mais violentas da Colômbia, Puerta contou que o incidente ocorreu quando ele era criança, em um contexto de violência urbana que assola o país. "Eu tinha 10 anos, estava brincando na rua perto de casa quando fui atingido por uma bala perdida. Foi um momento de muito medo e dor", relatou o jogador.
Após o disparo, a bala ficou alojada em sua perna direita. Devido à falta de recursos da família e ao medo de complicações cirúrgicas, os médicos optaram por não removê-la imediatamente. "Não tínhamos dinheiro para uma operação cara, e os médicos disseram que a bala não estava causando danos graves. Então, acabei convivendo com ela por um tempo", explicou.
Jogou com a bala na perna
O mais surpreendente é que Puerta continuou jogando futebol normalmente, mesmo com o projétil alojado. "Joguei vários jogos com a bala na perna. Só sentia um incômodo em alguns movimentos, mas nada que me impedisse de jogar", afirmou. Ele revelou que a bala só foi retirada anos depois, quando já era jogador profissional e teve condições de fazer a cirurgia.
"Quando finalmente fiz a cirurgia, foi um alívio. Mas essa experiência me marcou muito e me deu força para lutar pelos meus sonhos", acrescentou o atleta, que hoje é um dos principais nomes da seleção colombiana.
Destaque na Copa e projeção internacional
Aos 22 anos, Puerta se destacou na Copa do Mundo de 2026, chamando a atenção de clubes europeus. Sua atuação foi fundamental para a Colômbia avançar às quartas de final, onde enfrentará o Brasil no próximo sábado (8).
O jogador, que atua no Bayer Leverkusen, da Alemanha, tem sido elogiado pela imprensa internacional por sua maturidade e técnica. "É um jogador com um futuro brilhante. Sua história de superação é inspiradora", comentou o técnico da Colômbia, Néstor Lorenzo, em coletiva de imprensa.
Impacto e mensagem de esperança
Puerta espera que sua história sirva de inspiração para crianças que vivem em situações de violência. "Quero mostrar que é possível superar as adversidades. O esporte me salvou e pode salvar muitas outras crianças", disse.
O meia também aproveitou para mandar uma mensagem de paz: "A violência não é o caminho. Eu poderia ter sido mais uma estatística, mas tive a sorte de encontrar o futebol e uma família que me apoiou. Hoje, posso dar uma vida melhor para minha família e ajudar outras pessoas."
Com a visibilidade da Copa, Puerta se tornou um símbolo de resiliência na Colômbia, e sua história tem sido amplamente compartilhada nas redes sociais, gerando comoção e admiração.



