Pistorius vira engenheiro de som após deixar a prisão
Pistorius vira engenheiro de som após prisão

Oscar Pistorius, o ex-velocista paralímpico sul-africano conhecido como “Blade Runner”, agora trabalha como engenheiro de som em seu país natal. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Sun e confirmada por moradores da região onde ele vive. Desde que foi libertado em condicional, em 2024, Pistorius levava uma vida discreta, longe dos holofotes que marcaram tanto seus dias de glória quanto o julgamento pelo assassinato da modelo Reeva Steenkamp.

Nova profissão e rotina reservada

De acordo com o The Sun, Pistorius atua para uma empresa especializada em engenharia de som na África do Sul. Aos 39 anos, ele mora no bairro de Waterkloof, em Pretória, a mesma cidade onde ocorreu o crime que o tornou réu. A função, segundo vizinhos, é técnica e exige discrição, algo que combina com o estilo de vida que o ex-atleta adotou após deixar a prisão.

Pistorius reside na mansão de seu tio, Arnold Pistorius, uma propriedade que inclui piscina, academia, cães de segurança e estrutura para receber helicópteros. Ele também mantém um relacionamento com Rita Greyling. Ainda segundo o jornal, a rotina do ex-paratleta é voltada para o trabalho e a família, evitando aparições públicas.

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A carreira que o tornou uma lenda

Nascido em Joanesburgo, Oscar Pistorius nasceu com uma má formação congênita que o impediu de ter fíbulas. Com apenas 11 meses, teve as duas pernas amputadas abaixo dos joelhos. Isso não o impediu de se tornar um dos maiores nomes do atletismo paralímpico mundial. Ele conquistou seis medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze em três edições dos Jogos Paralímpicos, sempre nos 400 metros rasos e no revezamento 4x400 metros.

O apelido “Blade Runner” surgiu por causa das próteses de carbono que usava para competir. Em 2012, Pistorius fez história ao se tornar o primeiro atleta biamputado a disputar uma Olimpíada. Em Londres, ele chegou às semifinais dos 400m rasos e disputou a final do revezamento 4x400m pela África do Sul. Sua participação foi celebrada como um marco de superação e inclusão no esporte.

O crime e a condenação

Na madrugada de 14 de fevereiro de 2013, Dia dos Namorados na África do Sul, Reeva Steenkamp foi morta a tiros dentro da casa de Pistorius. Ele admitiu ter disparado contra a modelo de 29 anos, mas alegou que a confundiu com um intruso que teria invadido a residência. A versão foi contestada pela acusação, que apontou indícios de homicídio intencional após uma discussão.

Em 2014, Pistorius foi condenado a cinco anos de prisão por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A sentença, porém, foi revista em 2016 por um tribunal de apelação, que aumentou a pena para seis anos. A procuradoria sul-africana classificou a punição como “escandalosamente inadequada” e recorreu novamente.

No ano seguinte, em 2017, um novo julgamento determinou a pena definitiva de 13 anos e cinco meses de reclusão. Durante todo o processo, o atleta que era ídolo mundial viu sua imagem se desmoronar. Ele cumpriu parte da pena e foi beneficiado com a liberdade condicional em 2024, após cumprir os requisitos legais.

Impacto e repercussão

A nova profissão de Oscar Pistorius repercutiu internacionalmente, principalmente pelo contraste com a fama que ele alcançou no esporte. Antes do crime, ele era um símbolo de superação e patrocinado por grandes marcas. Agora, sua vida segue em um caminho oposto, marcado pela discrição e pelo trabalho técnico.

A história de Pistorius é um dos casos mais complexos envolvendo um atleta de elite. Se por um lado ele quebrou barreiras no esporte, por outro, o assassinato de Reeva Steenkamp manchou seu legado para sempre. Atualmente, ele tenta reconstruir a vida longe das câmeras, com um emprego comum e uma rotina que nada lembra os estádios lotados que o aplaudiram.

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