Lucas Bezerra lança álbum dedicado a Totonho com nove músicas
Lucas Bezerra lança álbum dedicado a Totonho

O cantor cearense Lucas Bezerra lança nesta sexta-feira, 7 de agosto, o primeiro álbum da carreira, intitulado Eu mandei meu amor pro espaço, uma homenagem ao cancioneiro do compositor paraibano Totonho. O disco reúne nove músicas, gravadas entre 2023 e 2026 em estúdios do Brasil, Dinamarca e Suécia, com produção musical de Arthus Fochi.

Trajetória de Totonho: do Cariri paraibano ao Rio

Nascido em 1964 em Monteiro (PB), no Cariri paraibano, Carlos Antonio Bezerra da Silva, conhecido como Totonho, começou a carreira ainda criança, com a banda Os Renegados, formada quando tinha apenas nove anos. Em 1982, aos 18 anos, mudou-se para João Pessoa (PB), onde atuou como agitador cultural, reunindo compositores locais. Em 1988, fixou residência no Rio de Janeiro (RJ), mas foi somente em 2001, com o lançamento do primeiro álbum autoral, produzido por Carlos Eduardo Miranda (1962–2018), que ganhou projeção nacional sob a alcunha de Totonho e os Cabra.

Após o segundo disco, Sabotador de satélites (2005), a carreira de Totonho perdeu amplitude nacional. Por isso, a decisão de Lucas Bezerra de dedicar seu álbum de estreia ao compositor é vista como salutar e surpreendente, dando novo fôlego à obra do artista paraibano.

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Concepção e gravação do álbum

O projeto foi concebido entre 2021 e 2022, logo após o EP Trânsito (2021), e gravado entre 2023 e 2026 em um movimento intercontinental que passou por cidades como Rio de Janeiro, Recife, Maceió e João Pessoa, no Brasil, além de Copenhague, na Dinamarca, e Malmö, na Suécia. A produção musical ficou a cargo de Arthus Fochi, que também assina os arranjos.

O repertório inclui a música mais conhecida de Totonho, Nhem nhem nhem (2001), que ganhou coro de cinco vozes da cena paraibana contemporânea: Chico Limeira, Elon, Nathalia Bellar, Nina Ferreira e Titá Moura. A faixa-título, Eu mandei meu amor pro espaço (2005), conta com a participação de Zé Ibarra. Já Rosa da matinha (2016) tem a voz de Geraldo Azevedo e foi lançada como segundo single em 24 de julho, em ritmo de xote.

Participações especiais e singles anteriores

O primeiro single do projeto foi O arqueiro zen (2018), gravado com Rita Benneditto, cantora conhecida por sua conexão com a obra de Totonho. Outras faixas do álbum incluem Vai nevar (2018) e Meu amor é pobre (2023), além de Amassar a lataria (2018), que traz uma citação de Roendo unha, clássico de Luiz Gonzaga e Luiz Ramalho (1976), com a participação do próprio Totonho.

A capa e a identidade visual do álbum são assinadas por Iramaya Rocha, que criou uma arte que reflete a sonoridade nordestina e universal do projeto.

Impacto e relevância do lançamento

Com este álbum, Lucas Bezerra não apenas celebra a obra de Totonho, mas também contribui para a valorização da música nordestina contemporânea. A seleção de músicas, que abrange diferentes fases do compositor, mostra a versatilidade de seu cancioneiro, que transita entre o forró, o xote e outras influências regionais.

O lançamento digital ocorre em todas as plataformas de streaming, tornando o trabalho acessível a um público amplo. A expectativa é que o álbum ajude a recolocar Totonho no cenário nacional, apresentando sua obra a novas gerações de ouvintes.

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