O meia Carlos Palacios, que já vestiu as camisas de Vasco e Internacional, tornou-se alvo de uma investigação policial no Chile relacionada a tráfico de drogas. A informação foi divulgada nesta terça-feira pela imprensa local, apontando que o atleta, atualmente no Colo-Colo, é um dos investigados em um esquema que teria movimentado cerca de 500 milhões de pesos chilenos (aproximadamente R$ 3 milhões).
Investigação aponta ligação com organização criminosa
De acordo com o Ministério Público chileno, Palacios teria ligações com uma organização criminosa que atuava no tráfico de entorpecentes na região de Santiago. A investigação, conduzida pela Brigada Antinarcóticos da Polícia de Investigações (PDI), aponta que o jogador teria utilizado sua conta bancária para receber valores provenientes da venda de drogas.
Em depoimento, Palacios negou qualquer envolvimento e afirmou que as transações eram referentes a negócios lícitos, como a compra de veículos e imóveis. No entanto, os investigadores encontraram conversas em aplicativos de mensagem que indicariam a participação do atleta nas atividades do grupo.
Palacios se manifesta e nega acusações
Por meio de sua assessoria, Carlos Palacios divulgou uma nota oficial na qual se diz "surpreso e indignado" com as acusações. "Sou inocente e confio na Justiça. Nunca tive qualquer envolvimento com tráfico de drogas. Minha carreira sempre foi pautada pela honestidade e pelo trabalho", declarou o jogador.
O Colo-Colo, clube que detém os direitos do atleta, também emitiu comunicado, afirmando que acompanha o caso e que prestará todo o suporte necessário ao jogador, mas que aguardará as conclusões das investigações antes de tomar qualquer medida.
Repercussão no futebol brasileiro
A notícia causou repercussão no Brasil, onde Palacios atuou por Vasco e Internacional. No Vasco, o meia chegou em 2021 com status de promessa, mas não conseguiu se firmar, sendo emprestado ao Internacional no ano seguinte. No Colorado, teve mais oportunidades e chegou a despertar interesse de clubes europeus.
Especialistas em direito esportivo ouvidos pela reportagem destacam que, caso seja condenado, Palacios pode enfrentar sanções severas, incluindo suspensão preventiva por parte da FIFA e até mesmo a rescisão contratual por justa causa.
Entenda o caso
As investigações começaram em março deste ano, após a prisão de um traficante conhecido como "El Rolo", que teria delatado o envolvimento de Palacios. Segundo as autoridades, o jogador recebia depósitos em sua conta e repassava parte do dinheiro para outros membros da organização, ficando com uma comissão.
Os advogados de Palacios pediram acesso aos autos e afirmam que as provas são inconsistentes. "As conversas citadas foram tiradas de contexto e não há nenhum registro de transferência que comprove a acusação", disse um dos defensores.
O caso segue em segredo de justiça, e a próxima audiência está marcada para o final do mês. Até lá, Palacios permanece liberado para treinar e atuar pelo Colo-Colo, que enfrenta o Universidad de Chile no próximo fim de semana.



