Um advogado foi preso nesta terça-feira (4) suspeito de integrar um grupo criminoso especializado em estelionato, falsificação documental e outros crimes patrimoniais na cidade de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. A prisão ocorreu durante a operação “Terno Manchado”, que cumpriu quatro mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça do Estado do Paraná.
Atuação na Bahia e fraude envolvendo o INCRA
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso teria surgido em outro estado, mas o advogado preso passou a atuar na Bahia, onde praticava crimes patrimoniais. A identidade do suspeito não foi revelada pelas autoridades. As investigações, conduzidas pela Coordenação de Conflitos Fundiários (CCF/GEMACAU), apontam que o advogado tentou comercializar de forma fraudulenta um lote pertencente ao Projeto de Assentamento Açu da Capivara, área administrada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) em Camaçari.
A investigação revela que o grupo atua de forma estruturada, utilizando documentos falsificados para dar aparência de legalidade às negociações fraudulentas de imóveis. A ação desta terça-feira faz parte da primeira fase da investigação no estado, que busca cumprir mandados judiciais e reunir provas para responsabilizar outros envolvidos.
Contexto e próximos passos
A operação “Terno Manchado” é um desdobramento de investigações que já vinham sendo realizadas em outros estados, e agora a Bahia entra no radar das apurações. A polícia não descarta novas prisões, uma vez que a estrutura do grupo sugere a participação de mais pessoas nas fraudes.
As vítimas, em geral, são pessoas interessadas em adquirir terrenos ou imóveis, que acabam sendo enganadas com documentação falsa. O prejuízo pode ser significativo, tanto para as vítimas quanto para os órgãos públicos, como o INCRA, que tem áreas de assentamento alvo desse tipo de crime.
Recomendações para evitar fraudes imobiliárias
A Polícia Civil orienta que compradores de imóveis verifiquem a documentação junto aos órgãos competentes, como cartórios e INCRA, antes de fechar qualquer negócio. A checagem da matrícula do imóvel e a consulta à situação do terreno são medidas essenciais para evitar cair em golpes.
O caso segue sob investigação, e o advogado preso será encaminhado ao sistema prisional, onde aguardará as decisões da Justiça. A polícia reforça a importância da colaboração da população para denunciar suspeitas de fraudes fundiárias, por meio dos canais oficiais.



