Há 50 anos: Cruzeiro conquista a Libertadores de 1976
Cruzeiro conquista Libertadores de 1976 há 50 anos

Em 30 de julho de 1976, o Cruzeiro Esporte Clube escreveu seu nome na história do futebol sul-americano ao conquistar a Copa Libertadores da América. Foi o primeiro título do clube na competição e o segundo de um time brasileiro, após o Santos de Pelé em 1962 e 1963. A conquista encerrou um jejum de 14 anos do Brasil no torneio, dominado até então por argentinos e uruguaios.

Campanha quase perfeita

Sob o comando do experiente técnico Zezé Moreira, o Cruzeiro fez uma campanha brilhante. Em 13 jogos, venceu 11, empatou um e perdeu apenas um. Na primeira fase, conquistou 11 dos 12 pontos possíveis (cada vitória valia dois pontos). Na segunda fase, teve 100% de aproveitamento. O River Plate, adversário na final, teve mais dificuldades, precisando de um jogo desempate contra o Independiente para avançar.

Final dramática

No primeiro jogo da final, no Mineirão, o Cruzeiro impôs seu domínio e venceu por 4 a 1. Bastava um empate na Argentina para ficar com a taça, mas o time começou perdendo, buscou o empate e sofreu um gol no fim: 2 a 1 para o River. Como o saldo de gols não era critério, um terceiro jogo foi realizado no Estádio Nacional de Santiago, no Chile.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Desfalques e superação

O Cruzeiro enfrentou perdas importantes. O meia Dirceu Lopes, ídolo e referência técnica, sofreu uma grave lesão no tendão de Aquiles antes mesmo da Libertadores. Para substituí-lo, Zezé Moreira pediu a contratação de Jairzinho, o "Furacão" da Copa de 1970, que terminou o torneio com 11 gols. No entanto, Jairzinho foi expulso no segundo jogo da final e não atuou na partida decisiva em Santiago. Outra perda trágica foi a morte do atacante Roberto Batata, em um acidente de carro aos 26 anos, após uma partida contra o Alianza Lima, no Peru. A fatalidade inspirou o elenco na reta final.

O gol do título

No jogo decisivo, o Cruzeiro abriu 2 a 0, mas o River Plate empatou, levando a partida para a prorrogação. Aos 43 minutos do segundo tempo, Joãozinho cobrou uma falta que garantiu a vitória por 3 a 2 e o título. O ato foi considerado uma "rebeldia", pois Nelinho era o cobrador oficial de faltas e um dos melhores do mundo no fundamento. A escalação do Cruzeiro na final foi: Raul; Nelinho, Moraes, Darci Menezes e Vanderlei; Piazza, Zé Carlos, Eduardo Amorim; Joãozinho, Ronaldo e Palhinha.

Estatísticas e artilheiros

O artilheiro do Cruzeiro na competição foi Palhinha, com 13 gols. Jairzinho marcou 12, Joãozinho 8, Nelinho 6, Roberto Batata e Ronaldo 2 cada, e Darci Menezes, Eduardo Amorim e Zé Carlos um gol cada. O clube se tornou o sétimo campeão da Libertadores, em sua 17ª edição. Antes do Cruzeiro, apenas o Santos (1962 e 1963) havia vencido por um clube brasileiro. O Independiente liderava com seis títulos, seguido por Estudiantes e Peñarol com quatro cada, e Racing e Nacional com um cada.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar